Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
Gestante realiza ultrassom obstétrico que evidencia Cisto de Plexo Coróide fetal. A Síndrome mais associada a esse achado é:
Cisto de plexo coroide fetal isolado é geralmente benigno, mas quando associado a outras anomalias, sugere Trissomia do 18 (Síndrome de Edwards).
O cisto de plexo coroide é um achado ultrassonográfico comum, geralmente transitório e benigno quando isolado. Contudo, sua presença, especialmente se bilateral ou associada a outras malformações, aumenta significativamente o risco de aneuploidias, sendo a Síndrome de Edwards (Trissomia do 18) a mais fortemente correlacionada.
O cisto de plexo coroide fetal é um achado ultrassonográfico relativamente comum, presente em cerca de 1-2% das gestações. O plexo coroide é responsável pela produção de líquido cefalorraquidiano, e os cistos são pequenas coleções de líquido dentro do plexo. Na maioria dos casos, são achados transitórios e isolados, sem significado clínico, regredindo espontaneamente até o terceiro trimestre. No entanto, a presença de cistos de plexo coroide, especialmente se bilaterais ou associados a outras malformações estruturais ou marcadores de aneuploidia (como artéria umbilical única, restrição de crescimento, malformações cardíacas), aumenta o risco de síndromes cromossômicas. A síndrome mais fortemente associada a esse achado é a Trissomia do 18, também conhecida como Síndrome de Edwards. A conduta diante da detecção de cisto de plexo coroide depende da presença de outros achados e do risco basal da gestante. Se for um achado isolado em uma gestação de baixo risco para aneuploidias, a conduta é geralmente expectante. Contudo, se houver outros marcadores ou fatores de risco, pode ser indicada uma investigação mais aprofundada, como o aconselhamento genético e, em alguns casos, a amniocentese para cariótipo fetal, a fim de confirmar ou excluir a presença de uma aneuploidia.
O cisto de plexo coroide é preocupante quando não é isolado, ou seja, quando há outras anomalias estruturais detectadas no ultrassom, ou quando há outros marcadores de aneuploidia, aumentando o risco de síndromes cromossômicas como a Trissomia do 18.
Se o cisto for isolado e o rastreamento genético prévio (ex: teste combinado do 1º trimestre) for de baixo risco, a conduta geralmente é expectante, com acompanhamento ultrassonográfico, pois a maioria regride espontaneamente e não tem significado clínico.
A Síndrome de Edwards (Trissomia do 18) é caracterizada por múltiplas anomalias, incluindo restrição de crescimento intrauterino, malformações cardíacas (CIV, PCA), renais (rim em ferradura), esqueléticas (mãos em punho cerrado, pés em roqueiro) e faciais.
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