SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Em relação ao cisto pilonidal, assinale a afirmativa INCORRETA.
Diagnóstico do cisto pilonidal é clínico; exames de imagem (TC/USG) são reservados para complicações.
O diagnóstico é eminentemente clínico. Técnicas minimamente invasivas como VAAPS e Moshe Gips ganham espaço por menor morbidade e retorno precoce às atividades.
O cisto pilonidal é uma condição inflamatória crônica da região sacrococcígea, associada à penetração de pelos na pele. Historicamente, o tratamento envolvia excisões amplas com fechamento primário ou cicatrização por segunda intenção (marsupialização), que resultavam em longos períodos de recuperação. A tendência atual na coloproctologia é a desbridamento conservador e técnicas minimamente invasivas. O diagnóstico permanece clínico, e a educação do paciente sobre higiene e depilação local é o pilar para evitar a cronicidade e recidivas pós-operatórias.
O diagnóstico do cisto pilonidal é essencialmente clínico, baseado na inspeção da região sacrococcígea e identificação dos 'pits'. Exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada não são necessários para o planejamento cirúrgico de rotina. Eles devem ser reservados para casos de suspeita de complicações graves, como abscessos profundos extensos ou quando há dúvida diagnóstica com outras patologias da região perianal, como fístulas complexas.
Técnicas como VAAPS (Video-Assisted Ablation of Pilonidal Sinus) e a técnica de Moshe Gips (trepanação ou 'pit picking') oferecem menor trauma tecidual comparado à excisão ampla. Isso resulta em menos dor pós-operatória, cicatrização mais rápida, menor taxa de infecção de sítio cirúrgico e retorno mais célere ao trabalho e atividades físicas, mantendo taxas de sucesso satisfatórias.
A prevenção da recidiva foca no controle dos fatores locais. Medidas fundamentais incluem a tricotomia periódica da região sacrococcígea (ou depilação a laser), higiene rigorosa para evitar o acúmulo de detritos e pelos nos orifícios, e evitar o atrito prolongado ou trauma na região do sulco interglúteo, que favorece a reentrada de pelos na derme.
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