SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2015
Com relação a cisto pilonidal, é incorreto afirmar:
Drenagem de abscesso pilonidal é tratamento agudo, não definitivo; a ressecção cirúrgica é a técnica curativa.
A drenagem de um abscesso pilonidal é uma medida paliativa para aliviar a infecção aguda e a dor, mas não trata a doença subjacente. A cura definitiva geralmente requer a ressecção cirúrgica do cisto e dos trajetos fistulosos.
O cisto pilonidal é uma condição inflamatória crônica que afeta a região sacrococcígea, caracterizada pela formação de um seio ou cisto contendo pelos e detritos. Embora sua etiologia exata seja debatida, a teoria mais aceita é a de que é uma doença adquirida, onde pelos soltos penetram na pele, causando uma reação inflamatória e a formação de um trajeto fistuloso. É mais comum em homens jovens, obesos, com pelos corporais abundantes e que passam muito tempo sentados. A infecção é frequentemente a primeira manifestação clínica, levando à formação de um abscesso pilonidal, que se apresenta com dor intensa, inchaço, calor e rubor na região. Nesses casos, a drenagem do abscesso é a conduta inicial para alívio sintomático e controle da infecção. No entanto, a drenagem por si só não é curativa, pois o cisto e os trajetos subjacentes permanecem, resultando em alta taxa de recorrência. O tratamento definitivo do cisto pilonidal é cirúrgico e visa a remoção completa do cisto e dos seios pilonidais. As técnicas variam desde a excisão aberta com cicatrização por segunda intenção até o fechamento primário ou o uso de retalhos, como o retalho de Limberg ou Karydakis, que buscam reduzir a tensão na ferida e diminuir as taxas de recorrência. A escolha da técnica depende da extensão da doença e da preferência do cirurgião.
O cisto pilonidal é uma condição adquirida, geralmente causada pela penetração de pelos na pele da região sacrococcígea, formando um seio que pode inflamar e infeccionar, resultando em dor, inchaço e drenagem de pus.
A drenagem é indicada na presença de um abscesso agudo, para aliviar a dor e controlar a infecção. É um procedimento de urgência que não cura a doença, mas prepara o paciente para um tratamento definitivo posterior.
O tratamento definitivo é cirúrgico, envolvendo a ressecção do cisto e dos trajetos fistulosos. Existem diversas técnicas, como excisão e cicatrização por segunda intenção, fechamento primário ou retalhos, visando reduzir a recorrência.
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