HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
Paciente 21 anos, apresenta dor abdominal aguda durante atividade sexual. Chega ao serviço de atendimento com hipotensão arterial, irritação peritoneal, dor à mobilização uterina e tumoração anexial direita. Ciclos menstruais regulares, sem relato de atraso. À laparoscopia observa-se hemoperitônio e sangramento ativo em formação cística ovariana esquerda. A melhor conduta é:
Cisto ovariano roto com sangramento ativo e hemoperitônio → exérese do cisto + hemostasia, visando preservar o ovário.
Em casos de cisto ovariano roto com sangramento ativo e hemoperitônio, a conduta cirúrgica conservadora, como a cistectomia com hemostasia, é preferível para preservar o tecido ovariano e a fertilidade, especialmente em mulheres jovens.
A ruptura de cisto ovariano é uma causa comum de dor abdominal aguda em mulheres em idade reprodutiva, especialmente durante a fase lútea do ciclo menstrual, quando os cistos de corpo lúteo são mais vascularizados e propensos a sangrar. A atividade sexual pode precipitar a ruptura. A apresentação clínica varia desde dor leve até um quadro de abdome agudo hemorrágico, com hipotensão e sinais de irritação peritoneal, dependendo da quantidade de sangramento para a cavidade abdominal (hemoperitônio). O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico (dor à mobilização do colo, tumoração anexial) e exames de imagem, como a ultrassonografia pélvica, que pode revelar líquido livre na cavidade e uma massa anexial complexa. Em casos de instabilidade hemodinâmica ou suspeita de sangramento ativo, a laparoscopia diagnóstica e terapêutica é frequentemente indicada. É crucial diferenciar de outras causas de abdome agudo ginecológico, como a gravidez ectópica rota, que também cursa com hemoperitônio. A conduta para cisto ovariano roto com sangramento ativo e hemoperitônio é cirúrgica, preferencialmente por laparoscopia. O objetivo principal é controlar o sangramento e preservar o tecido ovariano, especialmente em pacientes jovens que desejam manter a fertilidade. A exérese do cisto com hemostasia do leito ovariano é a técnica de escolha. A ooforectomia (remoção do ovário) deve ser evitada sempre que possível e reservada para situações de sangramento incontrolável ou lesão ovariana extensa e irreversível.
Os sintomas incluem dor abdominal aguda e súbita, geralmente unilateral, que pode ser exacerbada por atividade física ou sexual. Em casos de sangramento significativo, pode haver sinais de irritação peritoneal e choque hipovolêmico.
O principal diferencial é a gravidez ectópica rota, que também causa dor abdominal aguda, hemoperitônio e instabilidade hemodinâmica. Outros diferenciais incluem apendicite, torção ovariana e doença inflamatória pélvica.
A conduta expectante pode ser apropriada para cistos ovarianos rotos sem sangramento ativo ou com sangramento mínimo, em pacientes hemodinamicamente estáveis e sem sinais de irritação peritoneal grave. A monitorização rigorosa é essencial.
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