Cisto Ovariano Funcional: Manejo e Conduta Clínica

UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015

Enunciado

Shaira, 25 anos, G2P2N, vem ao seu consultório com queixa de dor, em fossa ilíaca direita, de leve intensidade. Ao exame ultrassonográfico, apresenta cisto de aspecto funcional, anecoico, unilocular, sem septações ou vegetações. Diante do quadro, deve ser indicado como tratamento:

Alternativas

  1. A) Terapia estroprogestativa. 
  2. B) Analgésico comum e observação clínica.
  3. C) Terapia com progesterona contínua.
  4. D) Ooforectomia laparoscópica. 
  5. E) Ooforoplastia laparoscópica. 

Pérola Clínica

Cisto ovariano funcional anecoico, unilocular, sem septações em mulher jovem → analgésico e observação clínica.

Resumo-Chave

Cistos ovarianos funcionais são comuns em mulheres em idade reprodutiva, geralmente benignos e autolimitados. A conduta inicial para cistos simples, anecoicos e assintomáticos ou com dor leve é expectante, com analgesia e reavaliação.

Contexto Educacional

Cistos ovarianos são achados comuns na prática ginecológica, especialmente em mulheres em idade reprodutiva. A grande maioria desses cistos é de natureza funcional, ou seja, são variações fisiológicas do ciclo menstrual e não representam patologia maligna. Eles se originam do folículo ovariano (cisto folicular) ou do corpo lúteo (cisto de corpo lúteo) e geralmente são assintomáticos ou causam dor leve e transitória. A ultrassonografia pélvica é a principal ferramenta diagnóstica e de caracterização. Cistos funcionais típicos são descritos como anecoicos, uniloculares, de paredes finas, sem septações ou vegetações internas e com diâmetro geralmente inferior a 5-7 cm. Diante de um quadro clínico de dor leve e um cisto com essas características ultrassonográficas em uma mulher jovem, a conduta mais apropriada é conservadora. O tratamento consiste em analgesia para alívio da dor e observação clínica, com reavaliação em 1 a 3 meses. A maioria dos cistos funcionais regride espontaneamente. A terapia estroprogestativa, embora por vezes utilizada, não acelera a regressão dos cistos já formados e não é a conduta de primeira linha para cistos simples. Intervenções cirúrgicas, como ooforectomia ou ooforoplastia, são reservadas para cistos complexos, persistentes, sintomáticos graves ou com características suspeitas de malignidade.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza um cisto ovariano funcional?

Cistos ovarianos funcionais são formações benignas que surgem durante o ciclo menstrual, como cistos foliculares (falha na ovulação) ou cistos de corpo lúteo (corpo lúteo que não regride). Geralmente são anecoicos, uniloculares e de paredes finas.

Qual a conduta inicial para um cisto ovariano funcional simples?

Para cistos funcionais simples, anecoicos, uniloculares e sem sinais de malignidade em mulheres jovens, a conduta inicial é expectante, com analgesia para dor e observação clínica, pois a maioria regride espontaneamente em 1 a 3 ciclos menstruais.

Quando a intervenção cirúrgica é indicada para cistos ovarianos?

A intervenção cirúrgica é considerada para cistos persistentes, sintomáticos (dor intensa, torção), com características suspeitas de malignidade (septações espessas, vegetações, componente sólido, ascite) ou de grande tamanho (> 5-10 cm, dependendo do contexto).

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo