Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023
Paciente de 26 anos procura o centro de saúde relatando dor pélvica há 45 dias. Nega uso de contraceptivos orais ou atividade sexual nos últimos 6 meses. Foi realizado exame de ultrassonografia endovaginal que revelou massa cística de 4,5cm, anecoica e de limites regulares em ovário direito. Qual a MELHOR CONDUTA nesse caso?
Cisto ovariano < 5 cm, anecoico, limites regulares em mulher jovem → cisto funcional = observação/supressão ovariana.
Em mulheres jovens, cistos ovarianos uniloculares, anecoicos, de paredes finas e menores que 5-7 cm são quase sempre funcionais (foliculares ou de corpo lúteo) e tendem a regredir espontaneamente. A conduta inicial é conservadora, com reavaliação.
Cistos ovarianos são achados comuns em mulheres em idade reprodutiva e, na grande maioria dos casos, são de natureza funcional e benigna. Eles surgem como parte do ciclo menstrual normal, sendo os mais comuns os cistos foliculares (resultantes da falha na ruptura do folículo dominante) e os cistos de corpo lúteo (resultantes da falha na involução do corpo lúteo). A dor pélvica é um sintoma comum, mas muitos são assintomáticos e descobertos incidentalmente. O diagnóstico é feito principalmente pela ultrassonografia pélvica (preferencialmente transvaginal), que permite caracterizar o cisto. Características como anecoico, unilocular, paredes finas e regulares, e tamanho inferior a 5-7 cm são altamente sugestivas de benignidade e de natureza funcional. Em mulheres jovens, sem fatores de risco para malignidade e com essas características ultrassonográficas, a probabilidade de malignidade é extremamente baixa. A melhor conduta para cistos ovarianos funcionais é o tratamento conservador, que consiste em observação e reavaliação ultrassonográfica em 1 a 3 meses. A maioria desses cistos regride espontaneamente. A supressão ovariana com contraceptivos orais pode ser considerada para prevenir a formação de novos cistos, mas não há evidências claras de que acelere a regressão dos cistos já existentes. A intervenção cirúrgica é reservada para cistos com características suspeitas de malignidade, cistos persistentes e sintomáticos que não regridem, ou cistos grandes com risco de torção.
Cistos funcionais são tipicamente anecoicos (conteúdo líquido homogêneo), uniloculares, de paredes finas e regulares, e geralmente menores que 5-7 cm.
A supressão ovariana com contraceptivos orais combinados pode inibir a ovulação e, consequentemente, a formação de novos cistos funcionais, embora não acelere a regressão dos cistos já existentes.
A cirurgia é indicada para cistos com características suspeitas de malignidade (componente sólido, septos espessos, vascularização), cistos persistentes e sintomáticos que não regridem após observação, ou cistos grandes (>10 cm) com risco de torção.
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