CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Paciente 33 anos, realizou ultrassonografia transvaginal que evidenciou imagem cística anecóica unilocular que mede 28 mm em seu maior diâmetro. Qual a conduta adequada?
Cisto ovariano anecóico unilocular < 3 cm em mulher idade reprodutiva → não necessita de seguimento.
Em mulheres em idade reprodutiva, cistos ovarianos anecóicos (conteúdo líquido puro), uniloculares e com diâmetro inferior a 3 cm são quase sempre cistos funcionais (foliculares ou de corpo lúteo). Estes cistos são benignos e geralmente regridem espontaneamente em 1 a 3 ciclos menstruais, não necessitando de seguimento ou intervenção.
A avaliação de cistos ovarianos é uma situação comum na prática ginecológica, e a ultrassonografia transvaginal é a ferramenta diagnóstica de escolha. Em mulheres em idade reprodutiva, a vasta maioria dos cistos ovarianos pequenos (geralmente < 5-10 cm), anecóicos e uniloculares são de natureza funcional, ou seja, cistos foliculares ou de corpo lúteo. Estes cistos são parte do ciclo menstrual normal e geralmente regridem espontaneamente em 1 a 3 ciclos, sem necessidade de intervenção ou seguimento rigoroso. O tamanho do cisto é um fator importante na decisão da conduta. Cistos com menos de 3 cm, como o descrito na questão, são considerados achados fisiológicos e não requerem qualquer tipo de seguimento. A conduta expectante é a mais apropriada, tranquilizando a paciente e evitando exames desnecessários ou ansiedade. A presença de características ultrassonográficas suspeitas, como componentes sólidos, septos espessos, vascularização interna ou ascite, alteraria a conduta, independentemente do tamanho. Para fins de residência e prática clínica, é fundamental saber diferenciar cistos funcionais de massas ovarianas que requerem investigação adicional. A idade da paciente (pré ou pós-menopausa), as características ultrassonográficas e a presença de sintomas são fatores-chave na avaliação. Em casos de cistos maiores, persistentes ou com características atípicas, pode-se considerar a reavaliação em 3 meses, dosagem de marcadores tumorais (como CA-125) e, em casos selecionados, a laparoscopia diagnóstica ou terapêutica.
Cistos ovarianos benignos geralmente são anecóicos (conteúdo líquido), uniloculares (uma única cavidade), com paredes finas e lisas, sem septos espessos, vegetações ou componentes sólidos. Tamanhos menores que 5-10 cm também são mais sugestivos de benignidade, especialmente em mulheres pré-menopausa.
Cistos funcionais geralmente não requerem acompanhamento. No entanto, cistos maiores que 5-10 cm, com características suspeitas (componentes sólidos, septos espessos, vascularização interna), ou que persistem por mais de 2-3 ciclos menstruais, podem necessitar de reavaliação, marcadores tumorais ou, em alguns casos, intervenção cirúrgica.
Os tipos mais comuns de cistos ovarianos funcionais são os cistos foliculares, que se formam quando um folículo não rompe para liberar o óvulo, e os cistos de corpo lúteo, que se desenvolvem após a ovulação quando o corpo lúteo não regride normalmente. Ambos são benignos e geralmente assintomáticos.
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