INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma paciente com 45 anos, nuligesta, com ciclos menstruais irregulares, é encaminhada da atenção básica para ambulatório especializado de Ginecologia. Ela apresenta ultrassonografia transvaginal que evidencia cisto de 6 cm, com projeção papilar no seu interior, no ovário esquerdo, e que se mostram normais o ovário direito e demais estruturas pélvicas. Considerando-se esse caso, o critério que determinará a investigação cirúrgica será
Projeção papilar em cisto ovariano → alto risco de malignidade, indica investigação cirúrgica.
A presença de projeções papilares internas em um cisto ovariano na ultrassonografia é um dos sinais mais importantes de suspeita de malignidade, independentemente do tamanho do cisto ou da idade da paciente. Este achado justifica a investigação cirúrgica para biópsia e estadiamento.
Cistos ovarianos são achados comuns na prática ginecológica, variando de lesões benignas e funcionais a neoplasias malignas. A avaliação inicial, geralmente por ultrassonografia transvaginal, é crucial para estratificar o risco e definir a conduta. Características morfológicas do cisto são mais preditivas de malignidade do que apenas o tamanho. A presença de projeções papilares internas, septos espessos, componente sólido ou vascularização interna anômala são sinais de alerta que indicam um cisto ovariano complexo com maior risco de malignidade. Nesses casos, a investigação cirúrgica, que pode incluir laparoscopia ou laparotomia, é frequentemente necessária para obter um diagnóstico histopatológico definitivo e realizar o tratamento adequado. O manejo de massas anexiais suspeitas requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo ginecologistas, oncologistas e radiologistas. A decisão pela cirurgia deve considerar não apenas os achados ultrassonográficos, mas também marcadores tumorais (como CA-125, embora menos específico em pré-menopausa), idade da paciente, sintomas e comorbidades, visando o melhor desfecho para a paciente.
Achados como projeções papilares, septos espessos (>3mm), componente sólido, ascite, fluxo sanguíneo aumentado ao Doppler e presença de líquido livre na pelve são indicativos de maior risco de malignidade.
A idade é um fator de risco importante; cistos em mulheres pós-menopausa têm maior probabilidade de serem malignos do que em pré-menopausa, mas a morfologia do cisto é crucial em qualquer idade.
Um cisto é considerado complexo quando apresenta características como componentes sólidos, septos, papilas ou irregularidades na parede, diferentemente dos cistos simples que são anecóicos e de paredes finas.
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