HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2015
Pode-se afirmar que o tratamento de escolha para cistos hidáticos e esplênicos é:
Cisto hidático esplênico → Esplenectomia é o tratamento de escolha para evitar recorrência e complicações.
A esplenectomia é o tratamento de escolha para cistos hidáticos esplênicos devido ao risco de ruptura, infecção e disseminação da doença. Outras abordagens como punção ou excisão parcial têm maior risco de recorrência e complicações.
Os cistos hidáticos esplênicos são uma manifestação rara da equinococose, uma zoonose causada pelo parasita Echinococcus granulosus. Embora o fígado seja o órgão mais acometido, o baço pode ser o segundo local mais comum de envolvimento abdominal. A doença é endêmica em regiões com criação de ovinos e contato próximo entre cães e humanos, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico. O diagnóstico geralmente é feito por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorada ou ressonância magnética, que revelam lesões císticas com características típicas. Testes sorológicos podem auxiliar na confirmação. A suspeita deve surgir em pacientes com histórico epidemiológico e achados radiológicos compatíveis. O tratamento de escolha para cistos hidáticos esplênicos é a esplenectomia total, visando a remoção completa do parasita e a prevenção de complicações graves como ruptura, anafilaxia e disseminação. Outras abordagens, como punção aspirativa ou excisão parcial, são geralmente contraindicadas devido ao alto risco de vazamento do conteúdo cístico, anafilaxia e recorrência da doença. A cirurgia deve ser realizada com cautela para evitar a contaminação da cavidade abdominal.
Os cistos hidáticos esplênicos são frequentemente assintomáticos, mas podem causar dor abdominal, massa palpável, náuseas, vômitos ou sintomas de compressão de órgãos adjacentes.
A esplenectomia total é preferida para cistos hidáticos esplênicos devido ao alto risco de recorrência, ruptura e anafilaxia com outras abordagens, além de garantir a remoção completa do parasita.
As complicações incluem ruptura do cisto (com risco de anafilaxia e disseminação peritoneal), infecção secundária, compressão de órgãos adjacentes e hemorragia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo