FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Paciente de 35 anos de idade, sexo feminino, procurou auxilio médico na Emergência com queixa de dor abdominal súbita na fossa ilíaca direita acompanhada de sudorese, taquicardia e hipotensão. Na anamnese relatava ter sido submetida a laqueadura tubária. Qual o diagnóstico mais provável para esta paciente?
Mulher jovem com dor súbita em FID + sinais de choque → suspeitar de sangramento intra-abdominal (cisto roto, gravidez ectópica).
Em mulheres jovens com dor abdominal súbita e sinais de choque (hipotensão, taquicardia, sudorese), deve-se considerar causas de hemorragia intra-abdominal. A laqueadura tubária afasta gravidez ectópica, tornando o cisto hemático roto de ovário uma forte suspeita.
O cisto hemorrágico roto de ovário é uma causa comum de abdome agudo ginecológico em mulheres em idade fértil. Ele ocorre quando um cisto folicular ou de corpo lúteo, que já contém sangue, se rompe e extravasa seu conteúdo para a cavidade peritoneal, podendo causar dor e, em casos mais graves, hemoperitônio significativo. A apresentação clínica é caracterizada por dor abdominal súbita e intensa, frequentemente unilateral, que pode ser acompanhada de náuseas e vômitos. Quando o sangramento é volumoso, a paciente pode evoluir rapidamente para choque hipovolêmico, manifestado por taquicardia, hipotensão, sudorese e palidez. A história de laqueadura tubária é um dado importante para excluir gravidez ectópica, um diferencial crucial. O diagnóstico é clínico e confirmado por exames de imagem, como a ultrassonografia pélvica, que pode demonstrar o cisto ovariano e líquido livre na cavidade abdominal. O tratamento varia desde conduta expectante para casos estáveis com sangramento limitado até intervenção cirúrgica de emergência (laparoscopia ou laparotomia) para pacientes instáveis ou com hemorragia persistente.
Os sintomas incluem dor abdominal súbita e intensa, geralmente unilateral, que pode ser acompanhada de náuseas, vômitos e, em casos de sangramento significativo, sinais de choque como sudorese, taquicardia e hipotensão.
A diferenciação envolve a história clínica (início súbito, sinais de choque), exame físico e exames complementares como ultrassonografia pélvica, que pode evidenciar líquido livre na cavidade e o cisto ovariano. Gravidez ectópica deve ser excluída.
A conduta inicial foca na estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva (cristaloides, hemoderivados se necessário) e avaliação cirúrgica emergencial para controle do sangramento, que pode ser laparoscópica ou laparotômica.
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