UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Os cistos foliculares ovarianos:
Cistos foliculares ovarianos → são comuns na menacme, ocorrendo em até 17% das mulheres.
Cistos foliculares são os tipos mais comuns de cistos ovarianos funcionais, resultantes de um folículo que não ovulou ou não regrediu. São extremamente prevalentes na menacme, sendo frequentemente assintomáticos e com tendência à regressão espontânea, ocorrendo em uma parcela significativa das mulheres.
Os cistos foliculares ovarianos são os cistos ovarianos funcionais mais comuns, resultantes de um folículo que não rompeu para liberar o óvulo ou que não regrediu após a ovulação. São uma ocorrência fisiológica e extremamente prevalente, afetando até 17% das mulheres em idade reprodutiva (menacme). Embora geralmente benignos, podem causar preocupação e necessitar de avaliação adequada. Clinicamente, a maioria dos cistos foliculares é assintomática e descoberta incidentalmente durante exames de imagem pélvicos. Quando presentes, os sintomas podem incluir dor pélvica leve e unilateral, irregularidades menstruais ou, em casos raros, dor aguda devido à torção ovariana ou ruptura do cisto. O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia pélvica, que revela uma lesão anecoica, de paredes finas e lisas. A conduta para cistos foliculares é predominantemente expectante, uma vez que a grande maioria regride espontaneamente em algumas semanas ou ciclos menstruais. O acompanhamento ultrassonográfico é recomendado para confirmar a regressão. A intervenção cirúrgica é reservada para cistos persistentes, muito grandes, sintomáticos ou com características suspeitas de malignidade. É crucial diferenciar cistos funcionais de outras massas ovarianas que podem exigir tratamento mais agressivo.
Ao ultrassom, um cisto folicular geralmente aparece como uma lesão anecoica (preenchida por líquido), de paredes finas e lisas, unilocular, com reforço acústico posterior. Seu diâmetro é tipicamente entre 2,5 cm e 10 cm. O aspecto em 'anel de fogo' ao Doppler é mais característico do corpo lúteo.
Não, a maioria dos cistos foliculares é assintomática e descoberta incidentalmente em exames de imagem. Quando sintomáticos, podem causar dor pélvica leve e unilateral, irregularidades menstruais ou, em casos raros, dor aguda por torção ou ruptura.
A conduta inicial é expectante, pois a maioria dos cistos foliculares regride espontaneamente em 1 a 3 ciclos menstruais. Recomenda-se acompanhamento ultrassonográfico. Intervenção cirúrgica é considerada para cistos persistentes, grandes (>5-10 cm), sintomáticos ou com características atípicas que sugiram malignidade.
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