SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2020
Mulher de 32 anos, assintomática, apresenta ultrassonografia transvaginal demonstrando imagem anecóica, de paredes lisas, contorno regular, de 4,0cm de diâmetro e sem neovascularização ao estudo do Doppler. O diagnóstico provável e conduta proposta são:
Cisto ovariano anecóico < 5cm, paredes lisas, sem Doppler em mulher assintomática = Cisto funcional → Conduta expectante.
Em mulheres assintomáticas, um cisto ovariano com características ultrassonográficas benignas (anecóico, paredes lisas, contorno regular, sem neovascularização e diâmetro < 5-7 cm) é altamente sugestivo de um cisto funcional (folicular ou de corpo lúteo). Nesses casos, a conduta é expectante, com reavaliação em 1-3 meses, pois a maioria regride espontaneamente.
Cistos ovarianos são achados comuns em mulheres em idade reprodutiva e, na maioria das vezes, representam variações fisiológicas do ciclo menstrual, conhecidos como cistos funcionais. A distinção entre cistos benignos e malignos é crucial para o manejo adequado e para evitar intervenções desnecessárias ou atrasos no tratamento de condições graves. A ultrassonografia transvaginal é a ferramenta diagnóstica de primeira linha para a avaliação de massas anexiais. Um cisto folicular ovariano é o tipo mais comum de cisto funcional, resultando da falha de um folículo dominante em romper e liberar o óvulo. Ultrassonograficamente, ele se apresenta como uma estrutura anecóica (preenchida por líquido), de paredes finas e lisas, contorno regular e sem vascularização interna ao estudo Doppler. Em mulheres assintomáticas, com cistos menores que 5-7 cm e com essas características benignas, a conduta mais apropriada é a expectante, com reavaliação em 1 a 3 meses, pois a grande maioria regride espontaneamente. No caso clínico, a paciente é jovem, assintomática, e a ultrassonografia descreve um cisto de 4,0 cm com características benignas (anecóico, paredes lisas, contorno regular, sem neovascularização). Essa descrição é altamente compatível com um cisto folicular ovariano. A conduta expectante é a mais adequada, evitando procedimentos invasivos e desnecessários. É importante que residentes saibam diferenciar esses achados para um manejo clínico eficiente e seguro.
Um cisto ovariano funcional tipicamente se apresenta como uma imagem anecóica (preenchida por líquido), de paredes finas e lisas, contorno regular, sem septos espessos, vegetações ou neovascularização ao Doppler. Geralmente, tem diâmetro inferior a 5-7 cm.
A conduta expectante é apropriada para cistos ovarianos que apresentam características ultrassonográficas benignas (simples, anecóicos, sem Doppler) em mulheres assintomáticas, especialmente se menores que 5-7 cm. A maioria desses cistos regride espontaneamente em 1 a 3 ciclos menstruais.
Os principais tipos de cistos ovarianos funcionais são os cistos foliculares, que resultam da falha na ovulação do folículo dominante, e os cistos de corpo lúteo, que se formam quando o corpo lúteo não regride ou acumula líquido/sangue.
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