UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Paciente com 32 anos, em exame ecográfico endovaginal; foi observada imagem em ovário direito tipo unilocular, cística, anecoica de contornos regulares, com diâmetro médio de 18 mm e sem vascularização ao estudo do doppler colorido. Este quadro sugere:
Cisto ovariano unilocular, anecoico, regular, sem vascularização → Cisto folicular benigno.
As características ecográficas descritas – imagem unilocular, cística, anecoica, de contornos regulares, com diâmetro pequeno (18 mm) e sem vascularização ao Doppler colorido – são altamente sugestivas de um cisto folicular ovariano. Este é um tipo de cisto funcional, geralmente benigno e autolimitado, comum em mulheres em idade reprodutiva.
Cistos ovarianos são achados comuns em exames de imagem pélvicos, especialmente em mulheres em idade reprodutiva. A grande maioria é de natureza benigna, sendo os cistos funcionais (foliculares e de corpo lúteo) os mais frequentes. A ultrassonografia transvaginal é a principal ferramenta diagnóstica e de caracterização, permitindo diferenciar lesões simples e benignas de outras que requerem maior investigação. Um cisto folicular ovariano é o resultado de um folículo que não ovulou ou que não regrediu após a ovulação, sendo geralmente assintomático e autolimitado.
Um cisto folicular ovariano típico apresenta-se como uma imagem unilocular, cística, anecoica (conteúdo líquido homogêneo), de contornos regulares e paredes finas. Geralmente, não há vascularização interna detectável ao Doppler colorido e seu diâmetro é inferior a 3 cm, embora possa ser maior.
Na maioria dos casos, cistos foliculares são funcionais e regridem espontaneamente em 1 a 3 ciclos menstruais. O manejo é expectante, com acompanhamento ultrassonográfico para confirmar a regressão. Anticoncepcionais orais podem ser usados para suprimir a formação de novos cistos, mas não aceleram a regressão dos existentes.
Tumores ovarianos malignos frequentemente apresentam características mais complexas na ultrassonografia, como componentes sólidos, septações espessas, vegetações internas, ascite, vascularização interna abundante ao Doppler e crescimento rápido. A idade da paciente e marcadores tumorais também auxiliam na diferenciação.
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