Cisto Esplênico Gigante: Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 17 anos de idade, feodérmica e em bom estado geral, procurou o consultório médico por desconforto no hipocondrio esquerdo. Ao exame físico, foi palpada uma massa não dolorosa até 6 cm abaixo do rebordo costal esquerdo, sem outras anomalias. O exame tomográfico mostrou um cisto com líquido limpido em seu interior, sem traves internas ou conteúdo opaco, medindo 14 cm de diâmetro, em continuidade com a parte inferior do baço, cujas dimensões estavam diminuídas. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que apresenta a conduta CORRETA para essa paciente.

Alternativas

  1. A) Acompanhamento clínico e propedeutica para linfoma esplênico.
  2. B) Puncão do cisto para esvaziar e injetar substância esclerosante em seu interior.
  3. C) Descapsulação parcial ampla, por laparoscopia, para drenagem intraperitoneal.
  4. D) Vacinação profilática e esplenectomia total por via laparoscópica sem abrir o cisto.

Pérola Clínica

Cisto esplênico gigante sintomático → Esplenectomia parcial laparoscópica = Preservar função esplênica e evitar infecções.

Resumo-Chave

Cistos esplênicos verdadeiros, especialmente os grandes e sintomáticos, requerem intervenção cirúrgica. A esplenectomia parcial por laparoscopia é a conduta preferencial para preservar o tecido esplênico funcional e reduzir o risco de infecções pós-esplenectomia total.

Contexto Educacional

A questão aborda o manejo de um cisto esplênico verdadeiro, uma condição relativamente rara, mas que exige uma conduta cirúrgica bem definida. Cistos esplênicos podem ser assintomáticos ou causar sintomas como dor abdominal, desconforto e massa palpável, especialmente quando atingem grandes dimensões. A tomografia computadorizada é fundamental para o diagnóstico, caracterizando o cisto e sua relação com o baço. A conduta cirúrgica para cistos esplênicos grandes e sintomáticos, como o descrito, visa a remoção do cisto com a máxima preservação do parênquima esplênico funcional. A esplenectomia parcial por via laparoscópica é a técnica de escolha, pois minimiza a morbidade cirúrgica e, crucialmente, mantém a função imunológica do baço, protegendo o paciente contra infecções graves por bactérias encapsuladas.

Perguntas Frequentes

Quais os tipos mais comuns de cistos esplênicos?

Os cistos esplênicos podem ser verdadeiros (congênitos, parasitários, neoplásicos) ou pseudocistos (pós-traumáticos, inflamatórios). Os cistos verdadeiros congênitos são os mais frequentes.

Quando a cirurgia é indicada para um cisto esplênico?

A cirurgia é indicada para cistos sintomáticos (dor, compressão), cistos grandes (>5 cm), cistos com complicações (ruptura, hemorragia, infecção) ou quando há dúvida diagnóstica.

Qual a vantagem da esplenectomia parcial em relação à total para cistos esplênicos?

A esplenectomia parcial preserva parte do tecido esplênico, mantendo a função imunológica do baço e reduzindo significativamente o risco de sepse pós-esplenectomia por organismos encapsulados.

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