Cisto do Ducto Tireoglosso: Tratamento Cirúrgico Essencial

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

Com relação às anomalias congênitas branquiais, assinale a alternativa correta

Alternativas

  1. A) As fístulas completas do primeiro arco branquial vão desde a tonsila palatina, na cavidade oral, até o terço inferior da borda anterior do músculo esternocleidomastoide.
  2. B) As mais frequentes são as derivadas do terceiro arco branquial.
  3. C) Incluem doenças como linfangioma cervical e torcicolo congênito.
  4. D) O tratamento cirúrgico do cisto do ducto tireoglosso inclui a ressecção da porção medial do osso hioide para diminuir a chance de recidiva.
  5. E) Os sínus pré-auriculares, também chamados de coloboma auris, são derivados do segundo arco branquial e devem ser sempre ressecados.

Pérola Clínica

Cisto do ducto tireoglosso → Cirurgia de Sistrunk (ressecção do cisto + porção medial do hioide) para evitar recidiva.

Resumo-Chave

O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum. Seu tratamento cirúrgico, conhecido como procedimento de Sistrunk, é fundamental para prevenir a recidiva, que ocorre frequentemente se a porção medial do osso hioide, por onde o ducto passa, não for ressecada junto com o cisto.

Contexto Educacional

As anomalias congênitas branquiais são malformações decorrentes do desenvolvimento incompleto ou anômalo dos arcos e fendas branquiais durante a embriogênese. Elas podem se apresentar como cistos, fístulas ou sínus e são classificadas de acordo com o arco branquial de origem. O cisto do ducto tireoglosso, embora não seja uma anomalia branquial propriamente dita, é a anomalia congênita cervical mais comum e frequentemente abordada no mesmo contexto. O cisto do ducto tireoglosso resulta da persistência do ducto tireoglosso, que é o trajeto de descida da tireoide da base da língua até sua posição final no pescoço. Apresenta-se como uma massa indolor na linha média do pescoço, que se eleva com a protrusão da língua. O tratamento cirúrgico definitivo é o procedimento de Sistrunk, que envolve a ressecção do cisto, do trajeto fistuloso e da porção medial do osso hioide. A inclusão do hioide é fundamental para diminuir drasticamente a taxa de recidiva, que é alta se apenas o cisto for excisado. Outras anomalias incluem os cistos e fístulas branquiais, sendo os do segundo arco os mais comuns, localizados lateralmente no pescoço. Os sínus pré-auriculares, derivados do primeiro arco branquial, são pequenas aberturas na pele perto da orelha e só requerem ressecção se sintomáticos (infecção recorrente). É crucial diferenciar essas condições de outras massas cervicais congênitas, como linfangiomas ou torcicolo congênito, para um manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da ressecção do osso hioide na cirurgia do cisto do ducto tireoglosso?

A ressecção da porção medial do osso hioide é crucial na cirurgia do cisto do ducto tireoglosso (procedimento de Sistrunk) porque o ducto tireoglosso frequentemente passa através ou adjacente ao hioide, e sua remoção completa é essencial para prevenir a recidiva do cisto.

Como diferenciar um cisto do ducto tireoglosso de um cisto branquial?

O cisto do ducto tireoglosso é uma massa na linha média do pescoço, que se move com a protrusão da língua. Cistos branquiais são geralmente laterais, mais comumente do segundo arco, e não se movem com a língua.

Os sínus pré-auriculares devem ser sempre ressecados?

Os sínus pré-auriculares são derivados do primeiro arco branquial e geralmente são assintomáticos. A ressecção é indicada apenas se houver infecções recorrentes, drenagem purulenta ou formação de abscesso, devido ao risco de complicações e à complexidade da cirurgia.

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