Cisto Tireoglosso: Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 12 anos, é trazido pela mãe para consulta devido a pequena massa cística cervical, localizada na linha média a nível do osso hióide, móvel à deglutição. Ao exame físico observamos pequena lesão cística com sinais flogísticos e flutuação. Mãe refere história de outros processos inflamatórios locais que foram tratados com drenagem e antibióticos. Sobre a fisiopatologia e tratamento desta lesão, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Trata-se de herniação de saco laríngeo pela membrana tireo-hioidea e seu tratamento e seu tratamento consiste em ressecção cirúrgica.
  2. B) Trata-se de lesão congênita derivada de falha na migração do broto tireoidiano da base da língua e seu tratamento requer ressecção cirúrgica junto com fragmento do osso hióide.
  3. C) Trata-se de lesão cística adquirida proveniente de déficit de drenagem de glândula salivar sublingual e seu tratamento consiste na masurpialização da lesão pela cavidade oral.
  4. D) Trata-se de anomalia congênita derivada do fechamento inadequado do seio cervical a nível do 2º. arco branquial e seu tratamento se baseia em injeção de substância esclerosante na lesão.

Pérola Clínica

Massa cística cervical linha média + móvel à deglutição = Cisto Tireoglosso. Tratamento: Cirurgia de Sistrunk (ressecção com osso hióide).

Resumo-Chave

A descrição clássica de uma massa cística cervical na linha média, móvel à deglutição e com histórico de inflamações, aponta para um cisto do ducto tireoglosso. Seu tratamento definitivo é a cirurgia de Sistrunk, que inclui a ressecção do cisto e do fragmento central do osso hióide para evitar recidivas.

Contexto Educacional

O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, representando cerca de 70% das massas cervicais congênitas. Sua importância clínica reside na possibilidade de infecção recorrente e, em casos raros, malignização. A fisiopatologia envolve a persistência do ducto tireoglosso, que normalmente regride. O diagnóstico é clínico, complementado por ultrassonografia. A suspeita deve surgir em qualquer massa cervical na linha média, especialmente se móvel à deglutição. O tratamento é cirúrgico (Cirurgia de Sistrunk). O prognóstico é excelente após a cirurgia adequada. Pontos de atenção incluem o diagnóstico diferencial com outras massas cervicais (linfonodos, cistos branquiais, lipomas) e a necessidade de excluir tireoide ectópica antes da cirurgia para evitar hipotireoidismo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos de um cisto do ducto tireoglosso?

Geralmente se apresenta como uma massa cística na linha média do pescoço, frequentemente ao nível do osso hióide, que se move com a deglutição e a protrusão da língua. Pode apresentar sinais flogísticos em caso de infecção.

Por que a cirurgia de Sistrunk é o tratamento recomendado para o cisto tireoglosso?

A cirurgia de Sistrunk remove o cisto, o fragmento central do osso hióide e o trajeto fistuloso até a base da língua, minimizando o risco de recidiva ao eliminar todo o tecido epitelial remanescente do ducto.

Qual a fisiopatologia do cisto do ducto tireoglosso?

Resulta da falha na involução do ducto tireoglosso, um remanescente embrionário da migração da glândula tireoide da base da língua até sua posição final no pescoço, que pode persistir e formar um cisto.

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