CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
Paciente do sexo feminino, 12 anos, é trazido pela mãe para consulta devido a pequena massa cística cervical, localizada na linha média a nível do osso hióide, móvel à deglutição. Ao exame físico observamos pequena lesão cística com sinais flogísticos e flutuação. Mãe refere história de outros processos inflamatórios locais que foram tratados com drenagem e antibióticos. Sobre a fisiopatologia e tratamento desta lesão, assinale a alternativa CORRETA:
Massa cística cervical linha média + móvel à deglutição = Cisto Tireoglosso. Tratamento: Cirurgia de Sistrunk (ressecção com osso hióide).
A descrição clássica de uma massa cística cervical na linha média, móvel à deglutição e com histórico de inflamações, aponta para um cisto do ducto tireoglosso. Seu tratamento definitivo é a cirurgia de Sistrunk, que inclui a ressecção do cisto e do fragmento central do osso hióide para evitar recidivas.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, representando cerca de 70% das massas cervicais congênitas. Sua importância clínica reside na possibilidade de infecção recorrente e, em casos raros, malignização. A fisiopatologia envolve a persistência do ducto tireoglosso, que normalmente regride. O diagnóstico é clínico, complementado por ultrassonografia. A suspeita deve surgir em qualquer massa cervical na linha média, especialmente se móvel à deglutição. O tratamento é cirúrgico (Cirurgia de Sistrunk). O prognóstico é excelente após a cirurgia adequada. Pontos de atenção incluem o diagnóstico diferencial com outras massas cervicais (linfonodos, cistos branquiais, lipomas) e a necessidade de excluir tireoide ectópica antes da cirurgia para evitar hipotireoidismo.
Geralmente se apresenta como uma massa cística na linha média do pescoço, frequentemente ao nível do osso hióide, que se move com a deglutição e a protrusão da língua. Pode apresentar sinais flogísticos em caso de infecção.
A cirurgia de Sistrunk remove o cisto, o fragmento central do osso hióide e o trajeto fistuloso até a base da língua, minimizando o risco de recidiva ao eliminar todo o tecido epitelial remanescente do ducto.
Resulta da falha na involução do ducto tireoglosso, um remanescente embrionário da migração da glândula tireoide da base da língua até sua posição final no pescoço, que pode persistir e formar um cisto.
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