UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Criança de 5 anos, apresenta tumoração cervical amolecida de 3 cm na linha média anterior do pescoço, que a mãe refere ter surgido há 3 semanas durante uma gripe. Apesar da melhora da IVAS, a massa não regrediu, o que deixou a mãe preocupada. Durante o exame físico, percebe-se ser móvel à deglutição, a massa é amolecida e indolor à palpação, sem sinais inflamatórios e de caráter cístico à ultrassonografia. A suspeita diagnóstica é:
Massa cervical linha média em criança, móvel à deglutição, cística = Cisto de Ducto Tireoglosso.
O cisto de ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, apresentando-se como uma massa na linha média do pescoço, geralmente indolor e móvel à deglutição e protrusão da língua. A história de surgimento após IVAS é comum devido à inflamação do cisto.
O cisto de ducto tireoglosso é a anomalia congênita mais comum do pescoço, representando aproximadamente 70% das massas cervicais congênitas. Ele surge da falha na involução do ducto tireoglosso, um remanescente embrionário da migração da tireoide da base da língua até sua posição final. Clinicamente, manifesta-se como uma tumoração na linha média anterior do pescoço, frequentemente indolor e de consistência amolecida. A importância clínica reside na necessidade de diagnóstico preciso para evitar complicações como infecção e, raramente, malignização. A fisiopatologia envolve a persistência de células epiteliais do ducto tireoglosso, que podem secretar muco e formar um cisto. O diagnóstico é fortemente sugerido pela localização na linha média e pela característica de ser móvel à deglutição e à protrusão da língua, devido à sua conexão com o osso hioide e a base da língua. A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha para confirmar a natureza cística e avaliar a presença de tecido tireoidiano normal. O tratamento é cirúrgico, com a técnica de Sistrunk sendo o padrão-ouro. Esta cirurgia envolve a ressecção do cisto, da porção central do osso hioide e do trajeto do ducto até o forame cego na base da língua, visando prevenir a recorrência. O prognóstico é excelente após a cirurgia adequada, mas a recorrência pode ocorrer se o trajeto completo não for removido. É crucial diferenciar de tireoide ectópica, onde a remoção do cisto poderia resultar em hipotireoidismo se for o único tecido tireoidiano funcionante.
Os sinais clássicos incluem uma massa cervical na linha média, geralmente indolor, amolecida e móvel à deglutição e à protrusão da língua. Pode haver histórico de infecção prévia.
O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos achados do exame físico. A ultrassonografia cervical confirma a natureza cística da lesão e ajuda a descartar outras causas.
O tratamento definitivo é cirúrgico, através da cirurgia de Sistrunk, que envolve a ressecção do cisto, do segmento central do osso hioide e do trajeto do ducto tireoglosso até a base da língua.
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