INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Rapaz, 15 anos, procura médico por ter percebido a presença de uma lesão na linha média do pescoço. Exame físico: massa cística palpável, móvel e indolor. O diagnóstico mais provável e a conduta mais adequada, respectivamente, são:
Massa cística, móvel, indolor na linha média do pescoço em adolescente → cisto tireoglosso, conduta cirúrgica (Sistrunk).
A presença de uma massa cística, móvel e indolor na linha média do pescoço, especialmente em adolescentes, é altamente sugestiva de cisto do ducto tireoglosso. Esta é a anomalia congênita mais comum do pescoço, resultante da falha na involução do ducto tireoglosso. O tratamento definitivo é cirúrgico, através da cirurgia de Sistrunk, que remove o cisto e a porção central do osso hioide para prevenir recorrências.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita mais comum do pescoço, representando cerca de 70% das massas cervicais congênitas. Ele surge da falha na involução completa do ducto tireoglosso, uma estrutura embrionária que conecta a tireoide em desenvolvimento à base da língua. Embora presente desde o nascimento, frequentemente se manifesta na infância ou adolescência, muitas vezes após uma infecção de vias aéreas superiores que causa inflamação e aumento do cisto. Clinicamente, o cisto tireoglosso apresenta-se como uma massa cística, móvel, indolor e de consistência elástica, localizada na linha média do pescoço, geralmente na altura ou logo abaixo do osso hioide. Um sinal diagnóstico clássico é a elevação da massa com a protrusão da língua, devido à sua conexão com a base da língua. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a ultrassonografia pode confirmar a natureza cística e a ausência de malignidade, além de avaliar a presença e localização da glândula tireoide normal. A conduta para o cisto do ducto tireoglosso é cirúrgica. A técnica padrão-ouro é a cirurgia de Sistrunk, que envolve a excisão do cisto, do trajeto do ducto e da porção central do osso hioide. Esta abordagem é crucial para prevenir a recorrência, que é alta se apenas o cisto for removido. Embora raros, a infecção recorrente e o risco de malignização (carcinoma papilífero) são razões adicionais para a excisão. Residentes devem estar familiarizados com o diagnóstico e o manejo cirúrgico dessa condição comum.
O cisto do ducto tireoglosso tipicamente se apresenta como uma massa cística, indolor e móvel na linha média do pescoço, geralmente abaixo do osso hioide. Caracteristicamente, ele se move para cima com a protrusão da língua, devido à sua conexão com a base da língua através do ducto remanescente.
A conduta mais adequada para o cisto do ducto tireoglosso é a excisão cirúrgica completa, conhecida como cirurgia de Sistrunk. Este procedimento envolve a remoção do cisto, do trajeto do ducto e da porção central do osso hioide, para minimizar o risco de recorrência, que é alto se apenas o cisto for removido.
Os principais diagnósticos diferenciais de uma massa na linha média do pescoço incluem linfadenopatia (geralmente inflamatória ou neoplásica), cisto dermoide, tireoide ectópica (aberrante) e, mais raramente, tumores. A mobilidade com a protrusão da língua é um sinal clássico que ajuda a diferenciar o cisto tireoglosso.
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