UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Mãe refere que menor de 8 anos apresenta queixa de massa cervical em linha média que modifica ao colocar a língua para fora e que piora ao apresentar infecção de vias aéreas superiores. Nesse caso, qual o provável diagnóstico?
Massa cervical em linha média que eleva com protrusão da língua e piora com IVAS → Cisto do ducto tireoglosso.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum em linha média em crianças. Sua característica patognomônica é a elevação com a protrusão da língua, devido à sua conexão com o osso hioide e a base da língua. Infecções de vias aéreas superiores podem causar inflamação e aumento do cisto.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum em linha média, representando cerca de 70% de todas as massas cervicais congênitas. Ele se forma a partir da persistência do ducto tireoglosso, um remanescente embriológico do trajeto de descida da glândula tireoide da base da língua até sua posição final no pescoço. Geralmente se apresenta como uma massa indolor, móvel, em linha média, que pode estar localizada em qualquer ponto ao longo do trajeto do ducto, desde a base da língua até a região suprasternal, mas mais comumente abaixo do osso hioide. A característica clínica patognomônica do cisto do ducto tireoglosso, e um ponto crucial para o diagnóstico, é sua elevação com a protrusão da língua. Isso ocorre devido à sua íntima relação anatômica com o osso hioide, que é ressecado durante a cirurgia de Sistrunk para evitar recorrências. Além disso, o cisto pode se tornar sintomático, inflamar ou infeccionar, especialmente após infecções de vias aéreas superiores (IVAS), manifestando-se com dor, aumento de volume e sinais flogísticos. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser complementado por ultrassonografia para confirmar a natureza cística da lesão e sua relação com estruturas adjacentes. É importante diferenciá-lo de outras massas cervicais, como linfadenopatias (geralmente laterais e não se movem com a língua), cistos dermoides (também em linha média, mas sem a mobilidade característica) e cistos branquiais (geralmente laterais). O tratamento é cirúrgico, e a técnica de Sistrunk é essencial para remover o cisto e o trajeto remanescente, incluindo a porção central do hioide, minimizando o risco de recidiva. Este conhecimento é fundamental para pediatras, cirurgiões e otorrinolaringologistas.
A principal característica é uma massa em linha média do pescoço que se move superiormente (eleva) quando o paciente protrui a língua. Isso ocorre devido à sua conexão embriológica com o osso hioide e a base da língua.
O cisto pode conter tecido tireoidiano ectópico ou ser revestido por epitélio que pode inflamar. Infecções de vias aéreas superiores podem levar à inflamação e infecção secundária do cisto, causando seu aumento de tamanho e dor.
O tratamento definitivo é cirúrgico, através da cirurgia de Sistrunk. Este procedimento envolve a excisão do cisto, da porção central do osso hioide e de um trajeto de tecido até a base da língua, para prevenir recorrências.
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