IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024
Paciente de 8 anos, sexo feminino, apresenta massa cística móvel palpável imediatamente abaixo do osso hioide, em linha média. Mãe refere aumento durante infecção de via aérea superior há 6 meses. Considerando a principal suspeita diagnóstica, é CORRETO afirmar que:
Cisto ducto tireoglosso = massa cervical linha média, móvel com deglutição/protrusão língua; tratamento = cirurgia de Sistrunk.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, apresentando-se como uma massa cística na linha média, geralmente abaixo do osso hioide, que se move com a deglutição e protrusão da língua. O tratamento definitivo é a cirurgia de Sistrunk, que remove o cisto, o trajeto fistuloso e a porção central do osso hioide para prevenir recorrência.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, representando cerca de 70% das massas cervicais congênitas. Ele se forma a partir da persistência do ducto tireoglosso, um remanescente embrionário da migração da glândula tireoide da base da língua até sua posição final no pescoço. A importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento adequados para evitar infecções recorrentes e, em casos raros, malignização. A fisiopatologia envolve a falha na involução completa do ducto tireoglosso, que pode ocorrer em qualquer ponto ao longo de seu trajeto, mas é mais comum abaixo do osso hioide. Clinicamente, apresenta-se como uma massa cística indolor na linha média do pescoço, que pode aumentar de tamanho durante infecções de vias aéreas superiores. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por ultrassonografia para confirmar a natureza cística e sua relação com estruturas adjacentes. É crucial diferenciar de outras massas cervicais, como cistos branquiais ou linfonodomegalias. O tratamento definitivo é cirúrgico e consiste na cirurgia de Sistrunk. Este procedimento envolve a ressecção do cisto, do trajeto fistuloso que se estende até a base da língua e da porção central do osso hioide. A inclusão do osso hioide é fundamental para garantir a remoção completa de qualquer remanescente do ducto e reduzir significativamente a taxa de recorrência, que é alta se apenas o cisto for enucleado.
O cisto do ducto tireoglosso é tipicamente uma massa na linha média, móvel com a deglutição e, classicamente, eleva-se com a protrusão da língua, devido à sua conexão com a base da língua.
A cirurgia de Sistrunk remove o cisto, o trajeto fistuloso e a porção central do osso hioide, que pode conter remanescentes do ducto, minimizando drasticamente a taxa de recorrência da lesão.
As complicações incluem infecção recorrente, formação de fístula externa e, raramente, malignização (carcinoma papilífero da tireoide dentro do cisto).
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