UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
A técnica operatória para ressecção do cisto tireoglosso inclui:
Ressecção de cisto tireoglosso = Técnica de Sistrunk → inclui porção central do osso hioide.
A técnica de Sistrunk é o padrão ouro para a ressecção do cisto do ducto tireoglosso, e sua característica distintiva é a remoção da porção central do osso hioide, juntamente com o cisto e o trajeto fistuloso até a base da língua, para prevenir recidivas.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, resultante da persistência do ducto tireoglosso, que normalmente regride durante o desenvolvimento embrionário. Apresenta-se como uma massa cervical mediana, geralmente indolor, que se move com a protrusão da língua. A importância clínica reside no diagnóstico diferencial com outras massas cervicais e na necessidade de tratamento cirúrgico para evitar infecções e, raramente, malignização. A fisiopatologia envolve a falha na involução do ducto tireoglosso, que é o trajeto de migração da glândula tireoide da base da língua até sua posição final no pescoço. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por ultrassonografia para confirmar a natureza cística e a presença da glândula tireoide em sua localização normal. O tratamento definitivo é cirúrgico, utilizando a técnica de Sistrunk, que consiste na excisão do cisto, do trajeto fistuloso e da porção central do osso hioide. Esta abordagem minimiza as taxas de recidiva, que são significativamente maiores se apenas o cisto for removido. O prognóstico pós-cirúrgico é excelente, com baixas taxas de complicações.
A principal característica da técnica de Sistrunk é a ressecção do cisto, do trajeto fistuloso e da porção central do osso hioide, além de um pequeno fragmento da base da língua, para garantir a remoção completa do ducto.
A remoção da porção central do osso hioide é crucial porque o ducto tireoglosso frequentemente passa através ou adjacente a ele, e sua excisão completa minimiza o risco de recidiva do cisto.
A não realização da técnica de Sistrunk completa, ou seja, sem a ressecção do osso hioide, aumenta significativamente a taxa de recidiva do cisto do ducto tireoglosso, exigindo reintervenções.
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