UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Menina, 13a, em acompanhamento na Unidade Básica de Saúde devido a uma lesão nodular na região do pescoço há 8 anos, que apresenta, após quadros infecciosos respiratórios, aumento de tamanho, com dor, inchaço e saída de secreção purulenta. Ultrassonografia de região cervical: lesão cística de conteúdo anecóico de paredes finas e regulares, localizado na linha média na topografia do osso hioide. A LESÃO ORIGINA- SE:
Lesão cística na linha média do pescoço, próxima ao hioide, que aumenta com infecções → Cisto do Ducto Tireoglosso, originado da glândula tireoide.
O Cisto do Ducto Tireoglosso é a anomalia congênita mais comum do pescoço, resultante da persistência do ducto que guia a tireoide em sua descida embrionária. Sua localização típica é na linha média, adjacente ao osso hioide, e pode inflamar ou infeccionar, causando dor e aumento de volume, especialmente após infecções respiratórias.
O Cisto do Ducto Tireoglosso é a anomalia congênita mais comum do pescoço, representando cerca de 70% das massas cervicais congênitas. Ele resulta da falha na involução completa do ducto tireoglosso, um canal embrionário que conecta a glândula tireoide em desenvolvimento à base da língua. Embora presente desde o nascimento, muitas vezes só se torna clinicamente aparente na infância ou adolescência, quando aumenta de tamanho ou se infecta. A apresentação clínica típica é uma massa indolor, móvel, na linha média do pescoço, frequentemente na altura ou logo abaixo do osso hioide. Uma característica diagnóstica importante é que a massa pode se mover superiormente com a protrusão da língua ou com a deglutição, devido à sua conexão com o hioide e, potencialmente, com a base da língua. Infecções respiratórias superiores podem levar ao aumento do tamanho, dor e, por vezes, drenagem de secreção purulenta através de uma fístula. O diagnóstico é primariamente clínico e confirmado por ultrassonografia, que revela uma lesão cística na topografia característica. O tratamento definitivo é cirúrgico, através do procedimento de Sistrunk, que envolve a excisão do cisto, da porção central do osso hioide e do trajeto fistuloso até o forame cego. Isso é crucial para prevenir recorrências, que são comuns se apenas o cisto for removido. É importante que os residentes reconheçam essa condição para um manejo adequado e para evitar complicações como infecções recorrentes ou, raramente, malignização.
Clinicamente, o Cisto do Ducto Tireoglosso apresenta-se como uma massa indolor, móvel, na linha média do pescoço, geralmente abaixo do osso hioide. Pode aumentar de tamanho, tornar-se doloroso e drenar secreção purulenta em caso de infecção, frequentemente após quadros respiratórios.
O cisto se origina da persistência do ducto tireoglosso, um remanescente embrionário do trajeto de descida da glândula tireoide desde o forame cego na base da língua até sua posição final no pescoço. Se esse ducto não regride completamente, pode formar um cisto.
A ultrassonografia cervical é o exame de imagem inicial de escolha, mostrando uma lesão cística anecóica, de paredes finas e regulares, na linha média, em íntima relação com o osso hioide. Ajuda a confirmar a natureza cística e a descartar outras massas cervicais.
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