CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 10 anos, é trazida pela mãe para consulta com o Cirurgião a respeito de massa cervical de cerca de 3 a 4 cm, localizada na linha média a nível do osso hióide, móvel à deglutição. Mãe refere episódios de processo inflamatório local com drenagem de secreção purulenta e posterior recidiva da nodulação. Não havia linfonodomegalia à palpação cervical. Traz consigo USG que define a massa como estrutura cística. Sobre o caso descrito, assinale a alternativa CORRETA:
Cisto do ducto tireoglosso: massa cervical linha média, móvel à deglutição, requer ressecção do cisto + porção central do osso hióide (Sistrunk).
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum na linha média, móvel à deglutição. Seu tratamento cirúrgico, o procedimento de Sistrunk, envolve a ressecção do cisto, da porção central do osso hióide e do trajeto até o forame cego para prevenir recorrências.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, resultante da falha na involução completa do ducto tireoglosso, que é o trajeto de descida da tireoide desde o forame cego na base da língua até sua posição final no pescoço. É fundamental para estudantes e residentes reconhecerem suas características clínicas típicas, como a localização na linha média, a mobilidade à deglutição e à protrusão da língua, e a história de infecções recorrentes. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por exames de imagem como a ultrassonografia, que confirma a natureza cística da lesão. É crucial diferenciar de outras massas cervicais. Antes da cirurgia, é importante confirmar a presença de tecido tireoidiano funcional em sua localização normal, pois o cisto pode conter o único tecido tireoidiano do paciente. O tratamento definitivo é cirúrgico e envolve o procedimento de Sistrunk. Este consiste na ressecção do cisto, da porção central do osso hióide e de um segmento do ducto que se estende até a base da língua. A inclusão do osso hióide é essencial para minimizar as taxas de recorrência, que são elevadas se apenas o cisto for removido. A compreensão detalhada desta técnica é vital para a prática cirúrgica e para as provas de residência.
O cisto do ducto tireoglosso tipicamente se apresenta como uma massa indolor, móvel, na linha média do pescoço, geralmente ao nível ou logo abaixo do osso hióide. É caracteristicamente móvel à deglutição e à protrusão da língua, e pode apresentar episódios de infecção e drenagem.
A ressecção da porção central do osso hióide é crucial no procedimento de Sistrunk porque o ducto tireoglosso, que é o remanescente embriológico, frequentemente passa através ou adjacente ao hióide. A não remoção dessa parte do osso aumenta significativamente o risco de recorrência do cisto.
O diagnóstico diferencial inclui cisto dermoide, linfonodo cervical (raro na linha média), tireoide ectópica, lipoma e, menos comumente, tumores malignos. A mobilidade à deglutição e à protrusão da língua é um forte indicativo de cisto do ducto tireoglosso.
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