Técnica de Sistrunk no Tratamento do Cisto Tireoglosso

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

A técnica de Sistrunk é utilizada no tratamento do(a):

Alternativas

  1. A) Tumor de parótida.
  2. B) Síndrome do desfiladeiro torácico.
  3. C) Tumor de Warthin.
  4. D) Cisto branquial.
  5. E) Cisto tireoglosso.

Pérola Clínica

Cisto tireoglosso → Técnica de Sistrunk (ressecção do cisto + corpo do hioide).

Resumo-Chave

A cirurgia de Sistrunk é o padrão-ouro para o cisto do ducto tireoglosso, envolvendo a remoção do cisto, do trajeto do ducto e da porção central do osso hioide para evitar recidivas.

Contexto Educacional

O cisto do ducto tireoglosso é a malformação cervical congênita mais comum, resultante da falha na involução do trajeto descendente da glândula tireoide desde o forame cego até sua posição cervical final. Embriologicamente, esse trajeto cruza o osso hioide, o que justifica a necessidade da técnica de Sistrunk. A cirurgia é indicada logo após o diagnóstico para evitar infecções que dificultam a dissecção posterior. A taxa de sucesso da técnica de Sistrunk é alta, com recidivas ocorrendo em menos de 5% dos casos quando a técnica é executada corretamente, removendo-se o núcleo do hioide e o tecido adjacente ao ducto até a base da língua.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a técnica de Sistrunk?

A técnica consiste na ressecção em bloco do cisto, de todo o trajeto do ducto tireoglosso até a base da língua (forame cego) e, crucialmente, da porção central do osso hioide. Essa abordagem é necessária porque o ducto tireoglosso passa intimamente ou através do osso hioide durante o desenvolvimento embriológico.

Como identificar clinicamente um cisto do ducto tireoglosso?

Apresenta-se como uma massa indolor, amolecida e móvel na linha média cervical, geralmente abaixo do osso hioide. Um sinal patognomônico é a movimentação vertical da massa durante a protrusão da língua ou a deglutição, devido à sua conexão anatômica com a base da língua.

Quais as complicações de não tratar o cisto tireoglosso?

As principais complicações são infecções de repetição (abscessos cervicais), formação de fístulas cutâneas e, mais raramente (cerca de 1%), a degeneração maligna, geralmente para carcinoma papilífero de tireoide originado de tecido tireoidiano ectópico no cisto.

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