FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Sobre o cisto tireoglosso, assinale a CORRETA:
Cisto tireoglosso: Massa cervical mediana que se move com protrusão da língua ou deglutição.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum. Sua característica semiológica distintiva é a mobilidade vertical com a protrusão da língua ou deglutição, devido à sua conexão com a base da língua através do ducto tireoglosso remanescente.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, representando cerca de 70% de todas as massas cervicais congênitas. Ele se forma a partir da persistência do ducto tireoglosso, um remanescente embrionário do trajeto de descida da glândula tireoide da base da língua até sua posição final no pescoço. Geralmente se apresenta como uma massa indolor na linha média do pescoço, mais comum em crianças e adolescentes. O diagnóstico é primariamente clínico, sendo a mobilidade da massa com a protrusão da língua ou deglutição o sinal patognomônico. Exames de imagem como ultrassonografia podem auxiliar na confirmação e exclusão de outras massas cervicais. É importante diferenciar de outras condições, como cistos branquiais (geralmente laterais), linfonodomegalias ou cistos dermoide. O tratamento é cirúrgico e consiste na excisão completa do cisto e do trajeto do ducto, incluindo a porção central do osso hioide, através da técnica de Sistrunk. Essa abordagem minimiza a taxa de recorrência, que é maior se apenas o cisto for removido. Embora raros, casos de malignidade (geralmente carcinoma papilífero) podem ocorrer dentro do cisto.
A principal característica clínica é uma massa cervical mediana que se move superiormente com a protrusão da língua ou durante a deglutição, devido à sua origem embriológica do ducto tireoglosso.
O tratamento cirúrgico padrão é a técnica de Sistrunk, que envolve a excisão do cisto, da porção central do osso hioide e do trajeto do ducto tireoglosso até a base da língua, para prevenir recorrências.
Embora raro, o cisto tireoglosso pode, em uma pequena porcentagem dos casos, evoluir para malignidade, geralmente um carcinoma papilífero de tireoide. Por isso, a excisão completa é recomendada.
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