UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022
Um pediatra encaminha para o seu ambulatório uma criança com 3 anos de idade, cujo responsável refere o crescimento de uma tumoração na região cervical média-anterior, móvel e indolor. O pai refere a presença da nodulação desde o nascimento, porém tem percebido um aumento significativo nos últimos 6 meses. Você deve considerar que:
Massa cervical média-anterior móvel em criança → Cisto tireoglosso é principal suspeita, DDx inclui rânula e laringocele.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, geralmente apresentando-se como uma massa indolor na linha média. Seu diagnóstico diferencial é crucial para o manejo adequado, incluindo outras lesões císticas e sólidas da região.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, representando cerca de 70% das massas cervicais congênitas. Ele se forma a partir da persistência do ducto tireoglosso, o caminho embrionário percorrido pela tireoide em sua descida da base da língua até sua posição final no pescoço. Embora presente desde o nascimento, muitas vezes só se torna clinicamente aparente na infância ou adolescência, quando aumenta de tamanho ou infecciona. O diagnóstico é primariamente clínico, caracterizado por uma massa indolor, móvel, na linha média do pescoço, que se eleva com a protrusão da língua. A ultrassonografia é o exame de imagem inicial de escolha para confirmar a natureza cística da lesão e avaliar a presença de tecido tireoidiano normal. A ressonância magnética pode ser utilizada para melhor delimitar a extensão e a relação com estruturas adjacentes, enquanto a cintilografia é importante para identificar tecido tireoidiano ectópico e garantir a presença de tecido tireoidiano funcional em sua localização normal antes da cirurgia. O tratamento definitivo é cirúrgico, através da cirurgia de Sistrunk, que envolve a excisão do cisto, da porção central do osso hioide e do trajeto do ducto até a base da língua, para minimizar as taxas de recorrência. O diagnóstico diferencial inclui cistos branquiais (geralmente laterais), linfadenopatias, rânulas (cistos de retenção de muco na boca), laringoceles (dilatações do sáculo laríngeo) e tumores. A correta identificação é crucial para evitar complicações e garantir o manejo adequado.
O cisto do ducto tireoglosso geralmente se apresenta como uma massa indolor na linha média do pescoço, móvel à deglutição e à protrusão da língua, podendo aumentar de tamanho com infecções respiratórias.
A localização (linha média), mobilidade com a língua e deglutição são características do cisto tireoglosso. Cistos branquiais são laterais, rânulas são lesões císticas na boca e laringoceles são dilatações do sáculo laríngeo.
A cintilografia com Iodo-123 ou Tecnécio-99m pode identificar tecido tireoidiano ectópico associado ao cisto. A ressonância magnética é útil para delinear a extensão da lesão e sua relação com estruturas adjacentes, auxiliando no planejamento cirúrgico e no diagnóstico diferencial.
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