SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2020
Menino de 8 anos de idade apresenta um "caroço" em região cervical anterior, sem qualquer sintomatologia. O crescimento desta lesão tem sido lento há mais de um ano e não há relato de infecção ou dor locais. Ao exame físico, observa-se que a massa se encontra em linha média, possui limites laterais bem definidos e mobilidade à deglutição. Ultrassonografia revela que a lesão é hipoecóica, com tireoide em posição habitual e sem qualquer anormalidade. Considerando o diagnóstico mais provável, a conduta deve incluir:
Massa cervical linha média + móvel à deglutição em criança → Cisto do ducto tireoglosso = Cirurgia de Sistrunk (ressecção com hioide).
Um cisto do ducto tireoglosso é a massa cervical congênita mais comum na linha média, caracteristicamente móvel à deglutição. O tratamento definitivo é a cirurgia de Sistrunk, que envolve a ressecção do cisto, do segmento central do osso hioide e do trajeto fistuloso até a base da língua, para prevenir recorrências.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, representando cerca de 70% das massas cervicais congênitas. Ele surge da persistência do ducto tireoglosso, um remanescente embrionário do trajeto de descida da tireoide da base da língua até sua posição final no pescoço. Geralmente se apresenta como uma massa indolor na linha média do pescoço, sendo um achado comum na pediatria. As características clínicas típicas incluem uma massa em linha média, que pode ser supra-hioidea, no nível do hioide ou infra-hioidea, e que se move com a deglutição e a protrusão da língua. A ultrassonografia é o exame inicial de escolha para confirmar a natureza cística da lesão e avaliar a presença e localização da glândula tireoide normal, descartando a possibilidade de tireoide ectópica, que é crucial antes de qualquer intervenção cirúrgica. O tratamento definitivo é cirúrgico, conhecido como procedimento de Sistrunk. Esta técnica envolve a ressecção do cisto, da porção central do osso hioide e do trajeto fistuloso até a base da língua. A inclusão do hioide é crucial para remover qualquer remanescente do ducto e reduzir significativamente a taxa de recorrência, que é alta se apenas o cisto for excisado, garantindo um tratamento eficaz e duradouro.
O cisto do ducto tireoglosso geralmente se apresenta como uma massa indolor na linha média do pescoço, que se move superiormente com a deglutição e a protrusão da língua. Pode variar de tamanho e, ocasionalmente, inflamar ou fistulizar.
A porção central do osso hioide é ressecada na cirurgia de Sistrunk porque o ducto tireoglosso frequentemente passa através ou adjacente a ele. A remoção do hioide garante a excisão completa de qualquer remanescente do ducto, minimizando o risco de recorrência do cisto.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem linfadenopatia (inflamatória ou neoplásica), cisto branquial, higroma cístico, lipoma, hemangioma e, mais raramente, tireoide ectópica ou tumores malignos.
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