MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um menino de 6 anos é levado ao pediatra devido ao surgimento de uma massa indolor e móvel na linha média do pescoço, localizada logo abaixo do osso hioide. A mãe relata que notou a alteração há cerca de dois meses e que a massa parece não causar dor, mas se torna mais evidente quando a criança engole. Durante o exame físico, o médico observa que a estrutura se desloca superiormente quando o paciente protrui a língua ou realiza a deglutição. Diante da principal suspeita diagnóstica de cisto do ducto tireoglosso, o médico recorda a embriologia cervical para explicar aos pais a origem da lesão. Com base no desenvolvimento embriológico normal, o primórdio da glândula tireoide surge a partir de qual estrutura ou local específico?
Massa na linha média do pescoço que se move à protrusão da língua = Cisto do Ducto Tireoglosso. Massa lateral ao longo do bordo anterior do esternocleidomastoideo = Cisto de Fenda Branquial.
O cisto do ducto tireoglosso representa a anomalia congênita cervical mais frequente na infância, resultante da falha na obliteração do canal que une a glândula tireoide à base da língua durante o desenvolvimento fetal. Epidemiologicamente, manifesta-se como uma massa móvel e indolor na linha média cervical, geralmente abaixo do osso hioide. A compreensão da embriologia é fundamental, pois explica por que a lesão está intimamente ligada ao osso hioide e à base da língua. Fisiopatologicamente, a glândula tireoide inicia seu desenvolvimento no forame cego (endoderma do assoalho faríngeo) e descende pelo pescoço. Se o ducto tireoglosso não involuir totalmente, secreções epiteliais podem se acumular, formando o cisto. O diagnóstico é eminentemente clínico, mas a ultrassonografia é útil para confirmar a presença de uma glândula tireoide tópica normal antes da cirurgia. O prognóstico após o tratamento cirúrgico é excelente, desde que realizada a técnica de Sistrunk. A simples aspiração ou excisão local sem a retirada do corpo do hioide está associada a altas taxas de recorrência. É um tema recorrente em provas de residência que exige a correlação entre anatomia, embriologia e semiologia pediátrica.
Porque o ducto tireoglosso origina-se no forame cego da língua e frequentemente passa por trás ou através do osso hioide, mantendo conexões fibrosas com essas estruturas.
O parênquima folicular vem do endoderma do assoalho faríngeo, enquanto as células C (parafoliculares) derivam do corpo ultimobranquial, originado da quarta bolsa faríngea.
Ocorre a tireoide ectópica, sendo a tireoide lingual a forma mais comum, onde a glândula permanece na base da língua, seu local de origem original.
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