Cisto do Ducto Tireoglosso: Técnica de Sistrunk e Recidiva

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Homem, 38 anos, foi submetido à ressecção de cisto do ducto tireoglosso, mas havia comprometimento grande supra-hioideo cefalicamente. Nesse caso, pode ser necessário realizar a retirada:

Alternativas

  1. A) Da musculatura omo-hioidea.
  2. B) De um segmento da base da língua.
  3. C) Do ventre lateral do músculo digástrico.
  4. D) Dos cornos laterais do osso hioide bilateralmente.

Pérola Clínica

Cirurgia de Sistrunk = Ressecção do cisto + corpo do hioide + trajeto ductal até a base da língua.

Resumo-Chave

Para evitar recidivas no cisto do ducto tireoglosso, a técnica de Sistrunk exige a remoção do corpo do osso hioide e do tecido adjacente até o forame cego na base da língua.

Contexto Educacional

O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia cervical congênita mais comum, resultante da falha na involução do trato epitelial que une a glândula tireoide ao seu local de origem na base da língua (forame cego). Ele se apresenta tipicamente como uma massa indolor na linha média cervical que se move à protrusão da língua. A técnica cirúrgica definitiva é a operação de Sistrunk, descrita em 1920. Ela se baseia no princípio de que o ducto pode ter ramificações microscópicas. Portanto, a ressecção deve ser em bloco, incluindo o cisto, o corpo do osso hioide e um cone de tecido muscular supra-hioideo até a base da língua, reduzindo a taxa de recidiva para menos de 3-5%.

Perguntas Frequentes

Por que é necessário remover a parte central do osso hioide?

Durante o desenvolvimento embrionário, a glândula tireoide desce da base da língua para o pescoço. O ducto tireoglosso frequentemente passa através ou muito próximo ao periósteo do corpo do osso hioide. Deixar o osso hioide intacto mantém remanescentes epiteliais que causam a recidiva do cisto.

O que caracteriza o comprometimento supra-hioideo no cisto tireoglosso?

Refere-se à extensão do ducto remanescente acima do osso hioide em direção à base da língua (forame cego). Nesses casos, a dissecção deve incluir um 'core' de tecido muscular da base da língua para garantir que todo o trajeto epitelial seja removido.

Quais as complicações mais comuns da cirurgia de Sistrunk?

As complicações incluem hematoma cervical, infecção da ferida operatória e, raramente, lesão do nervo hipoglosso ou entrada na cavidade oral/faringe se a dissecção na base da língua for excessivamente profunda.

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