SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024
Uma mãe traz uma criança de 6 anos com queixa de um nódulo arredondado de cerca de 3cm, em região cervical central superior, mais aparente ao estender o pescoço posteriormente. Ao exame, percebe-se que a lesão se eleva ao pedir para a criança colocar a língua para fora. A lesão tem consistência firme porém não apresenta dor a palpação. Imagem anexa.Trata-se de um remanescente embrionário de qual das seguintes estruturas?
Nódulo cervical central que eleva com protusão da língua → Cisto do ducto tireoglosso.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, resultante da persistência do ducto tireoglosso, que é o caminho de descida da glândula tireoide da base da língua até sua posição final no pescoço. Sua característica distintiva é a elevação com a protusão da língua.
O cisto do ducto tireoglosso é a anomalia congênita cervical mais comum, representando cerca de 70% das massas cervicais congênitas. Ele se forma a partir da persistência do ducto tireoglosso, um canal embrionário que normalmente se oblitera após a descida da glândula tireoide da base da língua (forame cego) até sua posição definitiva na região cervical anterior. Qualquer parte desse trajeto pode permanecer patente e formar um cisto. Clinicamente, apresenta-se como um nódulo indolor, móvel, de consistência firme, geralmente na linha média do pescoço, abaixo do osso hioide. A característica semiológica mais importante e patognomônica é a elevação do nódulo com a protusão da língua, devido à sua conexão com o osso hioide e os músculos da base da língua. Embora geralmente assintomático, pode inflamar ou infectar, causando dor, eritema e drenagem de secreção. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por ultrassonografia cervical para confirmar a natureza cística da lesão e avaliar a presença e localização da glândula tireoide normal. O tratamento é cirúrgico e envolve o procedimento de Sistrunk, que consiste na excisão do cisto, da porção central do osso hioide e do trajeto do ducto até o forame cego, para minimizar o risco de recorrência. É crucial diferenciar de outras massas cervicais, como cistos branquiais, linfonodomegalias ou tireoide ectópica.
O cisto do ducto tireoglosso é um remanescente do ducto tireoglosso, a estrutura embrionária por onde a glândula tireoide desce da base da língua (forame cego) até sua posição final no pescoço.
O sinal mais característico é a elevação do nódulo na linha média do pescoço quando o paciente estende a língua para fora, devido à sua conexão com o osso hioide e a base da língua.
O tratamento é cirúrgico e consiste na excisão do cisto, da porção central do osso hioide e do trajeto do ducto até o forame cego, conhecido como procedimento de Sistrunk, para prevenir recorrências.
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