HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Paciente feminina, 50 anos, com queixa de dor pélvica de início há 6 meses, progressiva, insidiosa, associada a aumento de vo abdominal, mais notado nas últimas 3 semanas. Nega sintomas urinários. Menarca aos 13 anos, com climat anos. Fez uso de anticoncepcional oral dos 20 aos 42 anos. Sem filhos. Nega tabagismo. Realizou ecografia de pelve que eviden lesão expansiva cística, de conteúdo heterogêneo, apresentando numerosas formações ovaladas interior, hiperecoicas na US e móveis à mudança de decúbito da paciente. ovaladas que apresentavam sinal intermediário em T1 e T2, sem evidência de perda do sinal nas sequên gordura ou de queda do sinal na sequência T1 gradiente A principal hipótese diagnóstica é:
Cisto dermoide = massa anexial cística heterogênea com componentes gordurosos e teciduais, móveis à USG.
O cisto dermoide, ou teratoma cístico maduro, é o tumor ovariano de células germinativas mais comum. Suas características ultrassonográficas de formações hiperecoicas móveis (nódulo de Rokitansky ou "iceberg sign") e ausência de perda de sinal em sequências de gordura na RM (devido a outros componentes teciduais além de gordura pura) são cruciais para o diagnóstico.
O cisto dermoide ovariano, também conhecido como teratoma cístico maduro, é o tumor de células germinativas mais comum do ovário, representando cerca de 10-20% de todos os tumores ovarianos. É geralmente benigno e pode ser encontrado em mulheres de todas as idades, embora seja mais comum em idade reprodutiva. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciá-lo de outras massas anexiais, benignas ou malignas, devido ao seu potencial de complicações como torção, ruptura ou, raramente, transformação maligna. O diagnóstico do cisto dermoide é primariamente feito por exames de imagem. Na ultrassonografia pélvica, as características típicas incluem uma massa cística heterogênea com componentes sólidos hiperecoicos (representando gordura, cabelo, dentes ou osso), que podem ser móveis com a mudança de decúbito da paciente (o chamado "sinal de Rokitansky" ou "iceberg sign"). A tomografia computadorizada e a ressonância magnética podem confirmar a presença de gordura e outros tecidos, sendo a RM particularmente útil para caracterizar a composição tecidual, mostrando sinal intermediário em T1 e T2 e, por vezes, ausência de perda de sinal em sequências de supressão de gordura quando há componentes não gordurosos misturados. O tratamento para cistos dermoides sintomáticos ou grandes é geralmente cirúrgico, com cistectomia ovariana ou ooferectomia, dependendo do tamanho do cisto e do desejo de preservar a fertilidade. O prognóstico é excelente, dada a natureza benigna da maioria desses tumores. É fundamental que residentes e estudantes de medicina dominem a interpretação dos achados de imagem para um diagnóstico preciso e manejo adequado, evitando intervenções desnecessárias ou atrasos no tratamento de condições mais graves.
Os cistos dermoides frequentemente apresentam uma massa cística heterogênea com áreas hiperecoicas (gordura, cabelo), que podem ser móveis com a mudança de decúbito (sinal de Rokitansky ou "iceberg sign").
A RM é útil para caracterizar a gordura. Embora a gordura seja hiperintensa em T1, a ausência de perda de sinal em sequências de supressão de gordura quando há outros componentes teciduais é um achado importante, diferenciando-o de cistos com gordura pura.
O diagnóstico diferencial é crucial para guiar a conduta, pois massas anexiais podem variar de benignas (cisto dermoide, endometrioma) a malignas (adenocarcinoma). A caracterização por imagem é fundamental para a triagem.
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