CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Assinale a alternativa correta quanto ao cisto dermoide orbital:
Cisto dermoide orbital → erosão óssea focal (fosseta) em >50% dos casos devido à pressão crônica.
Cistos dermoides são tumores benignos (coristomas) que, apesar do crescimento lento, frequentemente causam alterações adaptativas no osso adjacente detectáveis por TC.
Cistos dermoides são coristomas derivados do sequestro de elementos ectodérmicos durante o fechamento das suturas cranianas. Eles são os tumores orbitários mais comuns na infância. Clinicamente, apresentam-se como massas firmes, indolores e não pulsáteis. Embora sejam lesões benignas, o acompanhamento é necessário pois o crescimento progressivo pode causar proptose ou restrição da motilidade ocular. O diagnóstico definitivo é histopatológico, revelando uma cavidade revestida por epitélio escamoso estratificado contendo apêndices cutâneos, como glândulas sebáceas e folículos pilosos. O tratamento de escolha é a exérese cirúrgica completa com cápsula íntegra.
A localização mais frequente é a região superotemporal da órbita, adjacente à sutura frontozigomática. Menos comumente, podem aparecer na região superonasal, perto da sutura frontoetmoidal ou frontolacrimal.
Na TC, o cisto dermoide aparece como uma lesão bem circunscrita, hipodensa (devido ao conteúdo lipídico/sebo). Um achado clássico presente em mais de 50% dos casos é o remodelamento do osso adjacente, formando uma 'fosseta' ou depressão óssea lisa, resultante da pressão crônica da lesão sobre o osso em desenvolvimento.
A transformação maligna de um cisto dermoide orbital é extremamente rara. A presença de calcificações ou debris no lúmen geralmente reflete o conteúdo de queratina ou sebo e não é um indicador de malignidade. O principal risco é a ruptura do cisto, que pode causar uma reação inflamatória granulomatosa intensa (pseudotumor orbital).
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