UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2023
Paciente com atraso menstrual de 7 semanas, assintomática, realiza ultrassom obstétrico inicial, visibilizado saco gestacional tópico e regular, embrião vivo compatível com a idade gestacional, vesícula vitelínica presente, ausência de áreas de descolamento ovular. Em região anexial, visibilizada formação cística anecoica de aproximadamente 6 cm de diâmetro, com reforço acústico posterior, sem septos ou áreas sólidas, vascularização periférica exuberante ao estudo Doppler. Frente a esses achados, qual é a conduta recomendada?
Cisto anexial anecoico < 10cm na gestação, com vascularização periférica → cisto de corpo lúteo, conduta expectante.
A descrição ultrassonográfica (cisto anecoico, sem septos/sólidos, vascularização periférica exuberante) é altamente sugestiva de um cisto de corpo lúteo, que é fisiológico na gravidez e produz progesterona. Cistos funcionais geralmente regridem espontaneamente e não requerem intervenção.
O cisto de corpo lúteo é uma formação fisiológica comum no início da gravidez, resultante da luteinização do folículo após a ovulação. Ele é responsável pela produção de progesterona, hormônio essencial para a manutenção da gestação até que a placenta assuma essa função, geralmente por volta da 10ª-12ª semana. As características ultrassonográficas descritas (cisto anecoico de 6 cm, sem septos ou áreas sólidas, com reforço acústico posterior e vascularização periférica exuberante) são típicas de um cisto de corpo lúteo. Em uma paciente assintomática com gestação tópica e viável, esses achados são benignos e esperados. A conduta recomendada para cistos de corpo lúteo é expectante, com reavaliação em ultrassons seriados. A maioria regride espontaneamente até o segundo trimestre. Intervenções cirúrgicas são reservadas para cistos com características suspeitas de malignidade, crescimento rápido, tamanho excessivo (>10 cm) ou que causem sintomas como dor intensa por torção ou ruptura.
O cisto de corpo lúteo é uma estrutura fisiológica que se forma após a ovulação e produz progesterona, essencial para a manutenção da gravidez nas primeiras semanas, antes que a placenta assuma essa função.
Geralmente são cistos anecoicos, uniloculares, com paredes finas, sem septos ou componentes sólidos, e podem apresentar vascularização periférica ao Doppler (anel de fogo).
A intervenção cirúrgica é rara e indicada para cistos com características suspeitas de malignidade, cistos muito grandes (>10 cm) com risco de torção ou ruptura, ou aqueles que causam sintomas persistentes.
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