UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
O tratamento adequado para um paciente com cisto de colédoco tipo I de Todani é:
Cisto de colédoco tipo I Todani → excisão completa + colecistectomia + derivação biliodigestiva.
O cisto de colédoco tipo I de Todani, o mais comum, requer excisão cirúrgica completa devido ao alto risco de malignização (colangiocarcinoma). A cirurgia envolve a ressecção do cisto, colecistectomia e a reconstrução do trânsito biliar através de uma derivação biliodigestiva, geralmente uma hepaticojejunostomia em Y de Roux, para restaurar o fluxo biliar e prevenir complicações.
Os cistos de colédoco são dilatações congênitas da árvore biliar, sendo o tipo I de Todani o mais comum, representando 80-90% dos casos. Embora frequentemente diagnosticados na infância, podem se manifestar em adultos com sintomas como dor abdominal, icterícia e massa palpável. A importância clínica reside no alto risco de complicações, especialmente a malignização para colangiocarcinoma, que aumenta com a idade. A fisiopatologia dos cistos de colédoco envolve uma anomalia na junção pancreaticobiliar, permitindo o refluxo de suco pancreático para o ducto biliar comum. Esse refluxo causa inflamação crônica e dilatação do ducto, predispondo à formação do cisto. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, tomografia computadorizada ou colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM). O tratamento padrão-ouro para o cisto de colédoco tipo I é a excisão cirúrgica completa do cisto, juntamente com a colecistectomia, seguida de uma derivação biliodigestiva, geralmente uma hepaticojejunostomia em Y de Roux. Essa abordagem visa remover o tecido com potencial maligno e restabelecer o fluxo biliar, prevenindo colangite e pancreatite. A cirurgia de Kasai é indicada para atresia de vias biliares, não para cistos de colédoco.
A excisão completa é crucial devido ao elevado risco de malignização, principalmente para colangiocarcinoma, que pode ocorrer em até 20-30% dos casos se o cisto for deixado in situ. A remoção total previne essa complicação grave.
A colecistectomia é realizada concomitantemente à excisão do cisto, pois a vesícula biliar geralmente está envolvida no processo inflamatório ou pode ser uma fonte de cálculos, além de simplificar a reconstrução biliar.
As principais complicações a longo prazo incluem colangite recorrente, pancreatite, formação de cálculos biliares e, mais gravemente, o desenvolvimento de colangiocarcinoma, justificando a intervenção cirúrgica precoce e completa.
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