HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
O tratamento cirúrgico do cisto de colédoco do tipo I deverá ser, PREFERENCIALMENTE, feito por:
Cisto de colédoco tipo I → ressecção completa + hepaticojejunostomia em Y de Roux para prevenir malignidade.
O cisto de colédoco tipo I, o mais comum, tem alto risco de malignização (colangiocarcinoma) se não for completamente ressecado. A ressecção total do cisto, seguida de uma reconstrução do trato biliar com hepaticojejunostomia em Y de Roux, é a técnica cirúrgica preferencial para remover o cisto e restabelecer o fluxo biliar, minimizando o risco de estase e refluxo pancreático.
O cisto de colédoco é uma malformação congênita rara da árvore biliar, caracterizada por dilatação cística dos ductos biliares intra ou extra-hepáticos. A classificação de Todani divide os cistos em cinco tipos, sendo o Tipo I (dilatação fusiforme do ducto biliar comum) o mais frequente, correspondendo a 80-90% dos casos. A importância clínica reside no risco significativo de complicações, incluindo colangite, pancreatite, formação de cálculos e, crucialmente, malignização para colangiocarcinoma. A fisiopatologia está associada a uma junção anômala do ducto pancreático e biliar, permitindo o refluxo de suco pancreático para a via biliar, levando à inflamação crônica e dilatação. O diagnóstico pode ser feito pré-natal ou na infância/adultice com dor abdominal, icterícia e massa palpável. Devido ao alto potencial de malignização, o tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais precocemente possível. O tratamento cirúrgico preferencial para o cisto de colédoco tipo I é a ressecção completa do cisto, seguida de reconstrução do trânsito biliar através de uma hepaticojejunostomia em Y de Roux. Esta técnica remove todo o epitélio cístico de risco e restabelece o fluxo biliar, minimizando o refluxo pancreático e as complicações a longo prazo, incluindo o risco de câncer.
A ressecção completa é crucial devido ao alto risco de malignização do epitélio cístico, principalmente para colangiocarcinoma, que pode ocorrer em até 20% dos casos se o cisto não for removido, justificando a abordagem radical.
É uma reconstrução cirúrgica onde o jejuno é anastomosado ao ducto hepático comum após a ressecção do cisto, com uma alça em Y para evitar o refluxo de conteúdo intestinal para a via biliar, prevenindo colangite e estase.
Os principais riscos incluem colangite recorrente, pancreatite, formação de cálculos biliares e, mais gravemente, o desenvolvimento de colangiocarcinoma, que justifica a abordagem cirúrgica radical para a maioria dos tipos de cisto de colédoco.
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