Cisto Biliar Tipo I: Diagnóstico e Conduta Cirúrgica

HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 60 anos, em investigação de icterícia e dor abdominal, foi diagnosticado por colangioressonância com cisto biliar tipo I. Diante desse achado, qual a melhor indicação terapêutica?

Alternativas

  1. A) Cistoplastia com aposição de prótese biliar.
  2. B) Colecistectomia e colédoco duodeno anastomose à Madenn.
  3. C) Excisão cirúrgica completa, colecistectomia e hepaticojejunostomia em Y-de-Roux.
  4. D) Colecistectomia associada a papilo-esfincteroplastia por acesso cirúrgico transduodenal.

Pérola Clínica

Cisto biliar tipo I → Excisão completa + Hepaticojejunostomia em Y-de-Roux.

Resumo-Chave

Cistos biliares tipo I têm alto risco de malignização. O tratamento definitivo exige a ressecção total do cisto e reconstrução biliar com Y-de-Roux.

Contexto Educacional

Os cistos biliares são dilatações congênitas da árvore biliar, mais diagnosticados na infância, mas que podem se manifestar em adultos com a tríade clássica: dor abdominal, icterícia e massa palpável. A classificação de Todani orienta o tratamento, sendo o tipo I o mais prevalente. A fisiopatologia está ligada à união anômala dos ductos biliopancreáticos, permitindo o refluxo de suco pancreático para a via biliar, causando inflamação crônica e dilatação. O tratamento cirúrgico moderno abandonou as derivações cisto-entéricas simples devido à alta taxa de câncer no cisto residual, consolidando a excisão total como a única abordagem segura.

Perguntas Frequentes

O que define o cisto biliar tipo I na classificação de Todani?

O tipo I é a forma mais comum de cisto de colédoco (80-90% dos casos) e consiste na dilatação fusiforme ou sacular da via biliar extra-hepática. Ele é subdividido em IA (dilatação de todo o colédoco), IB (dilatação segmentar) e IC (dilatação fusiforme difusa).

Por que a cirurgia de excisão completa é obrigatória?

A principal razão é o risco elevado de transformação maligna (colangiocarcinoma), que pode chegar a 30% na vida adulta se o cisto não for removido. Além disso, a estase biliar no cisto predispõe a colangite recorrente, formação de cálculos e pancreatite crônica devido à junção pancreatobiliar anômala frequentemente associada.

Como é feita a reconstrução após a retirada do cisto?

Após a ressecção completa do cisto e a colecistectomia, a continuidade biliar é restabelecida através de uma hepaticojejunostomia em Y-de-Roux. Essa técnica isola o fluxo biliar do conteúdo gástrico e pancreático, reduzindo o risco de refluxo e estenoses anastomóticas.

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