SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
O cisto de colédoco é uma doença congênita, associada a dilatações extra e/ou intra-hepáticas da árvore biliar.São, respectivamente, a fisiopatologia e a principal consequência tardia dessa doença:
Cisto de colédoco → confluência biliopancreática anômala → refluxo suco pancreático → colangiocarcinoma.
A fisiopatologia do cisto de colédoco está frequentemente associada à confluência biliopancreática anômala (CBPA), que permite o refluxo do suco pancreático para o ducto biliar comum, causando inflamação crônica e dilatação. A principal e mais temida consequência tardia é o desenvolvimento de colangiocarcinoma.
O cisto de colédoco é uma malformação congênita rara da árvore biliar, caracterizada por dilatações císticas dos ductos biliares intra e/ou extra-hepáticos. Embora possa se manifestar em qualquer idade, é frequentemente diagnosticado na infância. A compreensão de sua fisiopatologia e das complicações a longo prazo é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de desfechos graves. A fisiopatologia mais aceita para o cisto de colédoco envolve a confluência biliopancreática anômala (CBPA). Nesta condição, o ducto biliar comum e o ducto pancreático principal se unem em uma localização anômala, fora da parede duodenal, resultando em um canal comum longo. Isso permite o refluxo do suco pancreático, rico em enzimas digestivas, para dentro do sistema biliar. Esse refluxo causa inflamação crônica, estase biliar e dano à parede do ducto, levando à dilatação cística. A principal e mais temida consequência tardia do cisto de colédoco é o alto risco de desenvolvimento de colangiocarcinoma, um tipo agressivo de câncer biliar. A inflamação crônica e a irritação química causadas pelo refluxo pancreático são consideradas fatores carcinogênicos. Por essa razão, o tratamento definitivo do cisto de colédoco é a excisão cirúrgica completa, mesmo em pacientes assintomáticos, para remover o tecido displásico e reduzir drasticamente o risco de malignidade.
A CBPA é uma anomalia congênita onde o ducto biliar comum e o ducto pancreático principal se unem fora da parede duodenal, formando um canal comum longo. Isso permite o refluxo do suco pancreático para o sistema biliar, causando inflamação crônica e dilatação, que leva à formação do cisto de colédoco.
A classificação de Todani divide os cistos em cinco tipos. O Tipo I (cisto fusiforme do ducto biliar comum) é o mais comum, representando 80-90% dos casos.
O tratamento é cirúrgico, geralmente com a excisão completa do cisto e reconstrução do trato biliar. A remoção do cisto é crucial para eliminar a fonte de inflamação crônica e estase biliar, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento de colangiocarcinoma.
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