SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020
A dilatação cística dos ductos biliares, também conhecida como cisto de colédoco, é uma condição incomum, mas grave, que exige tratamento cirúrgico. Sobre o exposto, pode-se afirmar, EXCETO:
Cisto de colédoco: Tipo I é o mais comum. Tipo V (doença de Caroli) é intra-hepático e menos comum.
A alternativa incorreta afirma que os cistos tipo V são os mais comuns. Na verdade, os cistos tipo I são os mais frequentes (80-90% dos casos), sendo uma dilatação cística do ducto biliar comum. Os cistos tipo V, associados à doença de Caroli, são dilatações císticas intra-hepáticas e são menos comuns.
O cisto de colédoco, ou dilatação cística dos ductos biliares, é uma condição congênita ou adquirida rara, mas com potencial de morbimortalidade significativa se não tratada cirurgicamente. Sua importância reside no risco de complicações graves, incluindo malignidade. A compreensão de sua classificação e manifestações clínicas é fundamental para o diagnóstico precoce. A classificação de Todani é a mais utilizada, dividindo os cistos em cinco tipos morfológicos. O Tipo I, uma dilatação fusiforme do ducto biliar comum, é o mais prevalente. A tríade clássica de dor no quadrante superior direito, icterícia e massa abdominal é rara, tornando o diagnóstico desafiador. A fisiopatologia envolve frequentemente uma junção pancreatobiliar anômala, que permite o refluxo de suco pancreático para o ducto biliar, causando inflamação e dilatação. O tratamento é invariavelmente cirúrgico, visando a excisão completa do cisto para prevenir complicações como colangite, pancreatite e, principalmente, o desenvolvimento de carcinoma. O prognóstico melhora significativamente com o tratamento adequado. Para residentes, o reconhecimento dos diferentes tipos de cistos, suas complicações e a indicação cirúrgica são conhecimentos essenciais em cirurgia pediátrica e gastroenterologia.
A classificação de Todani divide os cistos em 5 tipos principais, sendo o Tipo I (dilatação fusiforme do ducto biliar comum) o mais comum, e o Tipo V associado à doença de Caroli (dilatações císticas intra-hepáticas).
A tríade clássica inclui dor no quadrante superior direito, icterícia e uma massa abdominal palpável, embora apenas cerca de 10% dos pacientes a manifestem.
Cistos biliares de longa duração podem levar a complicações como colangite, pancreatite, cirrose biliar secundária e um risco aumentado de carcinoma de ducto biliar, hepático ou de vesícula biliar.
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