UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Atualmente a teoria mais aceita para o aparecimento da dilatação cística dos ductos biliares é:
Cisto de colédoco = junção anômala ducto biliar-pancreático (canal comum longo) → refluxo suco pancreático.
A teoria da junção anômala do ducto colédoco com o pancreático (canal comum longo) é a mais aceita para a formação dos cistos de colédoco. Essa anomalia permite o refluxo do suco pancreático para o ducto biliar, causando inflamação e dilatação.
Os cistos de colédoco são dilatações congênitas ou adquiridas da árvore biliar, mais comumente do ducto biliar comum. Embora raros, são importantes devido ao risco de complicações como colangite, pancreatite, cálculos biliares e, principalmente, malignidade (colangiocarcinoma). A apresentação clínica varia desde icterícia e dor abdominal em crianças até sintomas mais inespecíficos em adultos. A teoria mais aceita para sua etiologia é a da junção anômala do ducto colédoco com o pancreático (JADPB), também conhecida como canal comum longo. Nesta condição, a união dos ductos ocorre fora da parede duodenal, permitindo o refluxo de enzimas pancreáticas para o ducto biliar. Esse refluxo causa inflamação crônica e danos à parede do ducto, levando à sua dilatação progressiva. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, tomografia computadorizada ou colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM). O tratamento é cirúrgico, com excisão do cisto e reconstrução biliar (geralmente uma hepaticojejunostomia em Y de Roux), devido ao alto risco de malignidade. O acompanhamento pós-operatório é fundamental para monitorar possíveis complicações.
É uma malformação congênita onde os ductos biliar e pancreático se unem fora da parede duodenal, formando um canal comum longo antes de entrar no duodeno, permitindo o refluxo de secreções.
O canal comum longo permite o refluxo do suco pancreático para o ducto biliar, causando inflamação crônica, fraqueza da parede ductal e subsequente dilatação cística, que é o cisto de colédoco.
Existem cinco tipos principais (classificação de Todani), sendo o tipo I (cístico fusiforme) o mais comum. A classificação é importante para o planejamento cirúrgico e para avaliar o risco de malignidade, que é uma complicação séria.
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