UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
A tríade clássica da dilatação cística das vias biliares é:
Tríade clássica de cisto de colédoco = massa palpável em hipocôndrio direito + icterícia + dor abdominal.
A dilatação cística das vias biliares, ou cisto de colédoco, é uma malformação congênita rara. A tríade clássica de apresentação, especialmente em crianças, inclui massa palpável no hipocôndrio direito, icterícia e dor abdominal.
A dilatação cística das vias biliares, mais conhecida como cisto de colédoco, é uma anomalia congênita rara caracterizada por uma dilatação segmentar ou difusa da árvore biliar. Embora possa ser diagnosticada em qualquer idade, é mais comum na infância e adolescência, com uma prevalência maior em mulheres e na população asiática. A importância clínica reside no risco de complicações graves se não tratada. A fisiopatologia está frequentemente associada a uma junção anômala do ducto pancreático e biliar, permitindo o refluxo de suco pancreático para o ducto biliar, causando inflamação crônica e dilatação. A tríade clássica de apresentação, especialmente em crianças, inclui dor abdominal recorrente, icterícia e uma massa palpável no hipocôndrio direito. Em adultos, os sintomas podem ser mais inespecíficos, como dor abdominal, náuseas, vômitos e pancreatite. O tratamento é cirúrgico e consiste na excisão completa do cisto e reconstrução do trato biliar, geralmente com uma hepaticojejunostomia em Y de Roux. A excisão é crucial devido ao alto risco de malignização (colangiocarcinoma) associado aos cistos de colédoco, que pode chegar a 10-30% ao longo da vida se não forem removidos. O prognóstico é bom com o tratamento adequado, mas o acompanhamento a longo prazo é essencial.
A tríade clássica consiste em massa palpável no hipocôndrio direito, icterícia e dor abdominal. É mais frequentemente observada em crianças, embora a apresentação em adultos possa ser mais variada.
O cisto de colédoco é uma dilatação congênita das vias biliares, mais comumente do ducto biliar comum. Sua importância reside no risco de complicações como colangite, pancreatite, ruptura e, principalmente, malignização (colangiocarcinoma) se não tratado.
O diagnóstico é feito por exames de imagem como ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM). A CPRM é particularmente útil para delinear a anatomia biliar e a extensão do cisto.
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