Cisto de Colédoco Tipo I: Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico
UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Enunciado
Paciente do sexo feminino, 22 anos de idade, com história clínica evidenciando episódios de dor em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos, associados a icterícia e colúria desde a infância. Após a avaliação inicial, realizou ultrassonografia do abdome que evidenciou colelitíase com dilatação do colédoco. Realizou colangiorressonância o qual mostrou litíase vesicular, dilatação fusiforme do colédoco (6,5 cm de diâmetro transversal), entretanto, sem coledocolitíase e sem dilatação das vias biliares intrahepáticas. Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
A) Caso clínico conhecido como Doença de Caroli, forma anatômica mais comum das dilatações císticas das vias biliares, onde o tratamento envolve colecistectomia videolaparoscópica e papiloesficterotomia endoscópica.
B) Aconselha-se apenas realização de colecistectomia videolaparoscópica com colangiografia e acompanhamento anual por imagem (colangiorressonância), devido ao risco de colangiocarcinoma associado a tais lesões.
C) Diagnóstico de dilatação cística das vias biliares do tipo II pela classificação de Todani, cujo tratamento mais adequado é a realização de colecistectomia associada apenas à anastomose bileodigestiva em Y Roux coledocojejunal.
D) Devido ao risco de cirrose biliar e colangiocarcioma, aconselha-se a realização de transplante hepático de todos os pacientes que apresentam dilatação cística das vias biliares associada à litíase vesicular.
E) Trata-se de um provável caso de dilatação cística das vias biliares tipo I pela classificação de Todani, cujo tratamento envolve a realização de uma colecistectomia, ressecção da árvore biliar extrahepática e derivação bíleo-digestiva em Y de Roux hepaticojejunal.
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