HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
A respeito da imagem abaixo diagnosticada pela colangiografia endoscópica pode-se afirmar:
Cisto de colédoco → alto risco degeneração maligna (colangiocarcinoma) → ressecção cirúrgica completa.
Cistos de colédoco são dilatações congênitas das vias biliares que, embora benignas inicialmente, possuem um risco significativo e crescente de degeneração maligna para colangiocarcinoma ao longo da vida. Por essa razão, a ressecção cirúrgica completa da lesão é o tratamento de escolha, mesmo em pacientes assintomáticos.
Cistos de colédoco são anomalias congênitas raras do sistema biliar, caracterizadas por dilatações císticas das vias biliares intra ou extra-hepáticas. Embora sejam lesões benignas em sua origem, o principal motivo para sua ressecção cirúrgica é o elevado e progressivo risco de degeneração maligna, principalmente para colangiocarcinoma. Este risco aumenta com a idade e é uma preocupação significativa, justificando uma abordagem agressiva. A fisiopatologia da malignização está associada à estase biliar crônica, refluxo de suco pancreático para o ducto biliar devido a uma junção anômala pancreatobiliar, e inflamação crônica da parede do cisto. Esses fatores promovem metaplasia, displasia e, eventualmente, carcinoma. A colangiografia endoscópica (ou outras modalidades como colangio-RM) é essencial para o diagnóstico e classificação do tipo de cisto. Diante do risco de colangiocarcinoma, que possui um prognóstico desfavorável, a conduta padrão é a ressecção cirúrgica completa do cisto, seguida de uma reconstrução do trato biliar, geralmente por uma hepatojejunostomia em Y de Roux. A ressecção visa remover todo o tecido biliar dilatado e potencialmente pré-maligno. O manejo conservador ou paliativo é inadequado, pois não elimina o risco de malignidade e pode levar a complicações como colangite e pancreatite.
Cistos de colédoco são dilatações congênitas das vias biliares, classificadas em cinco tipos principais (Todani), sendo o tipo I (cístico) e o tipo IV (múltiplos) os mais comuns.
O risco de malignidade, principalmente colangiocarcinoma, é elevado devido à estase biliar crônica, refluxo de suco pancreático para o ducto biliar e inflamação crônica associada à dilatação.
O tratamento definitivo é a ressecção cirúrgica completa do cisto, geralmente com uma hepatojejunostomia em Y de Roux para restaurar o fluxo biliar, visando eliminar o risco de malignidade.
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