MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um paciente de 5 anos é levado ao pediatra devido a episódios recorrentes de tosse produtiva e leve estridor inspiratório. Uma radiografia de tórax revela uma massa arredondada, de densidade de partes moles, localizada no mediastino médio, adjacente à bifurcação da traqueia. A tomografia computadorizada confirma tratar-se de uma lesão cística, unilocular, com paredes finas e conteúdo fluido, sem comunicação aparente com a árvore brônquica. Sabendo que essa malformação é revestida internamente por epitélio colunar pseudoestratificado ciliado e possui placas de cartilagem em sua parede, qual o mecanismo embriológico fundamental que explica essa patologia?
Cistos broncogênicos mediastinais são frequentemente achados incidentais, mas podem causar sintomas por compressão de estruturas adjacentes (traqueia ou esôfago).
O cisto broncogênico representa a malformação congênita mais comum do intestino anterior. Embriologicamente, ocorre entre a 4ª e a 7ª semana de gestação, quando o divertículo respiratório brota do intestino anterior. Se esse brotamento for anômalo e se separar da árvore brônquica principal, forma-se um cisto revestido por epitélio respiratório (colunar ciliado) e contendo cartilagem, músculo liso e glândulas mucosas. Clinicamente, a localização mais comum é o mediastino médio, especificamente na região subcarinal. Embora possam ser achados incidentais em exames de imagem, em crianças pequenas eles frequentemente se manifestam com sintomas compressivos, como estridor ou tosse persistente. O diagnóstico diferencial inclui cistos de duplicação esofágica (que possuem camada muscular dupla e epitélio entérico) e sequestro pulmonar (que possui suprimento arterial sistêmico). O tratamento de escolha é geralmente a ressecção cirúrgica, mesmo em pacientes assintomáticos, devido ao risco de complicações futuras como infecção secundária, hemorragia intracística ou, raramente, transformação maligna. Para o residente, reconhecer a tríade 'mediastino médio + conteúdo fluido + epitélio ciliado/cartilagem' é a chave para o diagnóstico.
Porque ele se origina do mesmo tecido que forma a traqueia e os brônquios, que possuem cartilagem para suporte estrutural.
Apenas o tempo do erro: brotamento precoce gera cisto mediastinal; brotamento tardio gera cisto dentro do pulmão.
Geralmente não. Ele é uma estrutura isolada, por isso acumula secreção mucosa em seu interior.
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