Cisto de Bartholin: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 43 anos, multípara, 5 partos vaginais, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de "bola por baixo". Refere que há cerca de 3 meses teve dor, vermelhidão e inchaço na região genital, que evolui com remissão parcial espontânea. No dia da consulta, relata incômodo na relação sexual. Exame físico: tumoração cística de 2,0 cm no maior diâmetro, sem sinais inflamatórios, na altura do vestíbulo vaginal, antes das carúnculas himenais, pouco acima da cicatriz de episiotomia médio-lateral direita. A hipótese diagnóstica e a conduta para esse achado, respectivamente, são

Alternativas

  1. A) prolapso de colo uterino; correção com pessário vaginal.
  2. B) divertículo de uretra; cistoscopia para detectar sua extensão.
  3. C) cisto de glândula de Bartholin; cirurgia se o incômodo à paciente assim o indicar.
  4. D) cisto de glândula de Skene; ultrassonografia para verificar a extensão do processo.

Pérola Clínica

Cisto de Bartholin assintomático não requer tratamento; sintomático (dor, dispareunia) → drenagem ou marsupialização.

Resumo-Chave

O cisto de Bartholin é uma obstrução do ducto da glândula de Bartholin, resultando em acúmulo de muco. A história de inflamação prévia (abscesso) e a localização no vestíbulo vaginal são características. A conduta depende da sintomatologia, sendo a cirurgia indicada para casos sintomáticos.

Contexto Educacional

O cisto de Bartholin é uma condição ginecológica comum, resultante da obstrução do ducto de uma das glândulas de Bartholin (glândulas vestibulares maiores), localizadas bilateralmente no vestíbulo vaginal. Sua prevalência é maior em mulheres em idade reprodutiva, e é um tema frequente em provas de residência médica devido à sua apresentação clínica e manejo. O diagnóstico é clínico, baseado na localização e características da tumoração. A história de episódios inflamatórios prévios (bartholinite ou abscesso) é comum. A diferenciação de outras massas vulvares é crucial, sendo o cisto de Bartholin tipicamente cístico, não doloroso se não infectado, e localizado no terço inferior do vestíbulo. A conduta para o cisto de Bartholin depende da presença de sintomas. Cistos assintomáticos não necessitam de intervenção. Para cistos sintomáticos, que causam dor, desconforto ou dispareunia, a marsupialização é o tratamento de escolha, visando criar uma abertura permanente para drenagem e prevenir recorrências.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas do cisto de Bartholin?

O cisto de Bartholin geralmente se apresenta como uma massa indolor no vestíbulo vaginal. Se infectado, pode evoluir para abscesso, causando dor intensa, vermelhidão, inchaço e sensibilidade na região genital.

Qual a conduta inicial para um cisto de Bartholin assintomático?

Cistos de Bartholin assintomáticos não requerem tratamento. A observação é a conduta mais adequada, a menos que a paciente desenvolva sintomas como dor, desconforto ou dispareunia, que indicariam intervenção.

Como diferenciar um cisto de Bartholin de outras tumorações vaginais?

O cisto de Bartholin localiza-se tipicamente no terço inferior do vestíbulo vaginal, lateralmente ao introito. Outras tumorações, como divertículo uretral ou prolapso de órgãos pélvicos, têm localizações e características clínicas distintas que auxiliam na diferenciação.

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