FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Mulher de 30 anos de idade com cistite recorrente apresentando sintomas irritativos vesicais importantes procura pronto atendimento. Se você estiver de plantão, como conduz o caso? Informe a alternativa correta:
Cistite sintomática → Coleta de urocultura (se recorrente) + Antibiótico empírico imediato.
Em pacientes com cistite recorrente e sintomas agudos, deve-se colher urocultura para guiar o tratamento futuro, mas iniciar antibioticoterapia empírica de imediato para alívio dos sintomas.
A cistite aguda é uma das infecções bacterianas mais comuns em mulheres em idade fértil. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado em disúria, polaciúria e urgência miccional. Na cistite recorrente, a patogênese geralmente envolve a reinfecção por cepas de E. coli provenientes do reservatório fecal. O tratamento não deve ser retardado. A escolha empírica deve considerar o perfil de resistência local. A nitrofurantoína e a fosfomicina mantêm excelentes taxas de sensibilidade para E. coli produtoras de ESBL, sendo opções seguras. A hidratação oral deve ser estimulada, ao contrário do que sugere o senso comum de reduzir líquidos para urinar menos.
Os fármacos de primeira escolha para cistite não complicada incluem a Nitrofurantoína (100mg 12/12h por 5 dias), a Fosfomicina trometamol (3g dose única) e o Sulfametoxazol-Trimetoprima (se a resistência local for < 20%).
A urocultura não é necessária em episódios isolados de cistite não complicada em mulheres jovens. No entanto, é mandatória em casos de cistite recorrente, suspeita de pielonefrite, sintomas atípicos, falha terapêutica ou em gestantes.
Cistite recorrente é definida pela ocorrência de 2 ou mais episódios em 6 meses, ou 3 ou mais episódios em 1 ano. O manejo envolve identificação de fatores de risco e, por vezes, profilaxia antibiótica.
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