SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
As infecções urinárias podem ser complicadas ou não complicadas. A infecção urinária mais comum é a cistite não complicada, que acomete principalmente mulheres. É considerado tratamento antimicrobiano de primeira linha para cistite não complicada em mulheres a:
Cistite não complicada em mulheres → Fosfomicina (dose única) ou Nitrofurantoína (5 dias).
O tratamento de primeira linha para cistite foca em drogas com alta concentração urinária e baixo impacto na microbiota intestinal, preservando as quinolonas.
A cistite não complicada é uma das infecções bacterianas mais comuns em mulheres jovens e saudáveis. O diagnóstico é clínico, baseado em disúria, polaciúria e urgência miccional, na ausência de sintomas sistêmicos como febre ou dor lombar. A urocultura geralmente não é necessária no primeiro episódio não complicado.\n\nA escolha do antibiótico deve considerar os padrões de resistência local. O uso indiscriminado de sulfametoxazol-trimetoprima levou a altas taxas de resistência, tornando-o uma opção de segunda linha em muitas regiões. A Fosfomicina trometamol (3g dose única) e a Nitrofurantoína (100mg 12/12h por 5 dias) são as recomendações atuais das principais diretrizes (IDSA e SBU).
Ambas as drogas possuem excelentes taxas de sensibilidade contra a Escherichia coli, o principal patógeno das ITUs, e mantêm baixas taxas de resistência global. A Fosfomicina tem a vantagem da dose única, o que aumenta a adesão, enquanto a Nitrofurantoína tem ação local urinária com mínimo impacto na flora vaginal e intestinal, reduzindo o risco de infecções secundárias como candidíase.
A Nitrofurantoína deve ser evitada em pacientes com suspeita de pielonefrite (pois não atinge níveis teciduais renais adequados) e em pacientes com insuficiência renal significativa (geralmente clearance de creatinina < 30-60 mL/min), pois sua eficácia urinária diminui e o risco de toxicidade sistêmica aumenta.
Atualmente, as quinolonas (como ciprofloxacina e levofloxacina) são consideradas agentes de segunda linha para cistite não complicada. Elas devem ser reservadas para casos onde as opções de primeira linha não podem ser usadas, devido ao perfil de efeitos colaterais (tendinopatias, alterações de SNC) e à necessidade de preservá-las para infecções mais graves, como a pielonefrite.
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