ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021
Mulher de 26 anos refere, em consulta médica, queixas de micção dolorosa, sensação de urgência para urinar e micção mais frequente por 2 dias. Ela não apresenta febre, calafrios, náuseas, vômitos, dorsalgia, corrimento vaginal ou prurido vaginal. Nega atraso menstrual, comorbidades ou uso de medicamentos contínuos. Teste de tira reagente positiva para nitritos. Em relação ao caso exposto, assinalar a alternativa CORRETA:
Cistite não complicada em mulher jovem → tratamento empírico com esquema curto de ATB (SMX-TMP, fosfomicina, nitrofurantoína).
A cistite não complicada em mulheres jovens é uma condição comum que responde bem a esquemas curtos de antibióticos. A escolha do antimicrobiano deve considerar o perfil de resistência local e a eficácia, priorizando a menor duração para minimizar efeitos adversos e resistência bacteriana.
A cistite não complicada é uma infecção bacteriana comum do trato urinário inferior, afetando predominantemente mulheres jovens e sexualmente ativas. É caracterizada por sintomas como disúria, polaciúria e urgência miccional, sem evidência de envolvimento do trato urinário superior ou fatores de complicação. A epidemiologia mostra que cerca de 50-60% das mulheres terão pelo menos um episódio de ITU na vida. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas característicos. Exames como a tira reagente de urina, que detecta nitritos (indicando bactérias gram-negativas) e leucócitos, podem auxiliar. A urocultura não é rotineiramente necessária para cistite não complicada, mas pode ser útil em casos atípicos ou recorrentes. A fisiopatologia envolve a ascensão de bactérias da flora periuretral para a bexiga. O tratamento da cistite não complicada deve ser com esquemas curtos de antibióticos eficazes, como sulfametoxazol-trimetoprim, nitrofurantoína ou fosfomicina, para minimizar a resistência antimicrobiana e os efeitos adversos. A duração mais curta do tratamento eficaz é preferível. É crucial diferenciar da pielonefrite, que requer um tratamento mais prolongado e, por vezes, internação. A nitrofurantoína, por exemplo, não é adequada para pielonefrite devido à sua baixa penetração tecidual.
A cistite não complicada é diagnosticada pela presença de sintomas urinários baixos (disúria, urgência, polaciúria) em mulheres não grávidas, sem comorbidades significativas, anormalidades anatômicas ou funcionais do trato urinário, e sem sinais de infecção sistêmica como febre ou dorsalgia.
As opções de tratamento de primeira linha incluem sulfametoxazol-trimetoprim (se a resistência local for baixa), nitrofurantoína e fosfomicina. A duração do tratamento é tipicamente curta, variando de 1 a 5 dias, dependendo do agente escolhido.
A nitrofurantoína não é eficaz para tratar infecções renais (pielonefrite) porque atinge baixas concentrações nos tecidos renais e no sangue, concentrando-se principalmente na urina. Isso a torna adequada apenas para infecções do trato urinário inferior.
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