SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Para avaliação diagnóstica da cistite não complicada, usualmente solicitamos apenas o exame simples de urina. A urocultura é solicitada quando:
Cistite não complicada: urocultura se sintomas persistem ou recorrem em < 4 semanas.
Em mulheres não gestantes com cistite típica, o diagnóstico é clínico. A urocultura é reservada para casos de falha terapêutica, recorrência precoce ou suspeita de complicações.
A cistite não complicada é uma das infecções mais comuns na atenção primária, afetando principalmente mulheres em idade fértil. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado em disúria, polaciúria e urgência miccional, muitas vezes apoiado por um exame de urina simples (EAS/Urina tipo 1) que demonstra piúria e nitrito positivo. A urocultura não altera a conduta inicial em casos típicos, pois a etiologia (E. coli em >80%) e o perfil de sensibilidade costumam ser previsíveis localmente. No entanto, a solicitação criteriosa da cultura é essencial para identificar falhas terapêuticas e monitorar a resistência antimicrobiana em casos de recidiva.
A urocultura é obrigatória em gestantes (mesmo assintomáticas), homens, crianças, pacientes com suspeita de pielonefrite ou infecção complicada, e naqueles com falha de tratamento inicial ou recorrência precoce dos sintomas.
A cultura deve ser solicitada se os sintomas retornarem em menos de duas a quatro semanas após o término do tratamento, sugerindo persistência da cepa original ou resistência bacteriana.
Se os sintomas persistirem após 48-72 horas de antibioticoterapia adequada, deve-se suspeitar de resistência bacteriana, sendo mandatória a realização de urocultura com antibiograma para ajuste terapêutico.
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