CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
A, 26 anos, mulher, comparece à consulta na UBS queixando de disúria, polaciúria e dor suprapúbica há 24 horas. Negou corrimento vaginal, febre ou lombalgia. É sexualmente ativa, namora um rapaz de 25 anos há 2 anos. Nega relação sexual com outros homens e refere que o namorado não tem nenhum sintoma. Considerando a probabilidade pré-teste da hipótese diagnóstica mais provável, que exame complementar você deveria solicitar para a implementação do tratamento adequado?
Mulher jovem com sintomas clássicos de cistite não complicada → tratamento empírico sem exames complementares.
Em mulheres jovens, não grávidas, com sintomas típicos de cistite (disúria, polaciúria, dor suprapúbica) e ausência de sinais de pielonefrite ou vaginite, a probabilidade pré-teste é alta, permitindo tratamento empírico sem exames.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns, especialmente em mulheres. A cistite não complicada refere-se a uma infecção da bexiga em mulheres não grávidas, pré-menopáusicas, sem anormalidades anatômicas ou funcionais do trato urinário e sem comorbidades significativas. O diagnóstico da cistite não complicada é predominantemente clínico, baseado na presença de sintomas clássicos como disúria, polaciúria, urgência miccional e dor suprapúbica, na ausência de febre, lombalgia ou corrimento vaginal. A alta probabilidade pré-teste nesses casos permite o tratamento empírico sem a necessidade de exames complementares como Urina tipo I ou urocultura. O tratamento empírico geralmente envolve antibióticos de curta duração (3 a 5 dias), como nitrofurantoína, fosfomicina ou sulfametoxazol-trimetoprim. A urocultura com antibiograma é reservada para casos atípicos, falha terapêutica, gravidez, ou quando há suspeita de pielonefrite ou ITU complicada.
Os sintomas incluem disúria (dor ao urinar), polaciúria (aumento da frequência urinária), urgência miccional e dor suprapúbica, sem febre ou lombalgia.
Em mulheres jovens, não grávidas, com sintomas típicos de cistite não complicada e sem fatores de risco para ITU complicada, o diagnóstico é clínico e o tratamento empírico é indicado.
Uma ITU é considerada complicada na presença de anormalidades estruturais ou funcionais do trato urinário, comorbidades (diabetes, imunossupressão), gravidez, sexo masculino ou falha terapêutica inicial.
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