Cistite Não Complicada e Recorrente em Mulheres Jovens

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso a seguir.M.J.C, feminino, 28 anos, comparece ao consultório com queixa de disúria, polaciúria e urgência miccional. Nega febre. Relata que é o segundo episódio este ano.No caso dessa paciente, considera-se

Alternativas

  1. A) ITU complicada, por ocorrer em mulher de idade fértil, que, juntamente com pacientes do sexo masculino, gestantes e crianças, apresenta maior risco de complicações.
  2. B) ITU recorrente, pois houve ocorrência de dois episódios dessa infecção em doze meses, devendo-se considerar desde já medidas para prevenir novos episódios.
  3. C) a possibilidade de pielonefrite, devendo-se realizar hemograma, urina rotina I com urocultura, para evitar agravamento do quadro.
  4. D) o quadro de cistite, já que febre é encontrada em menos de 5% desses casos quando não complicada, sendo possível esse diagnóstico.

Pérola Clínica

Mulher jovem sem febre com disúria/polaciúria/urgência = cistite não complicada, mesmo que recorrente.

Resumo-Chave

O quadro clínico de disúria, polaciúria e urgência miccional em uma mulher jovem, sem febre ou outros sinais de comprometimento sistêmico ou pielonefrite, caracteriza uma cistite não complicada. O fato de ser o segundo episódio no ano a classifica como recorrente, mas não a torna complicada em si.

Contexto Educacional

As Infecções do Trato Urinário (ITU) são extremamente comuns, especialmente em mulheres. O caso apresentado descreve um quadro clássico de cistite em uma mulher jovem e saudável, caracterizado por disúria, polaciúria e urgência miccional, sem febre. A ausência de febre e outros sinais sistêmicos é crucial para classificar a ITU como 'não complicada'. A classificação de 'não complicada' é fundamental, pois direciona o tratamento e a investigação. Mulheres jovens e saudáveis sem comorbidades ou anormalidades urológicas são o grupo mais comum para ITUs não complicadas. O fato de ser o segundo episódio no ano classifica a condição como 'cistite recorrente', o que implica na necessidade de considerar estratégias de prevenção, mas não a transforma automaticamente em uma ITU 'complicada'. Uma ITU complicada envolve fatores que aumentam o risco de falha terapêutica ou complicações graves, como gravidez, sexo masculino, anormalidades anatômicas, imunossupressão ou diabetes descompensado. O diagnóstico de cistite não complicada é predominantemente clínico. Exames como urina rotina e urocultura podem ser úteis, mas nem sempre são essenciais para o tratamento empírico inicial. O tratamento geralmente envolve antibioticoterapia de curta duração. Para casos recorrentes, medidas preventivas como aumento da ingestão hídrica, higiene adequada e, em alguns casos, profilaxia antibiótica de baixa dose ou outras terapias não antibióticas podem ser consideradas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para definir uma ITU como 'não complicada'?

Uma ITU é considerada não complicada quando ocorre em mulheres não grávidas, pré-menopausa, sem anormalidades anatômicas ou funcionais do trato urinário e sem comorbidades significativas que comprometam a imunidade.

Como diferenciar cistite de pielonefrite?

A cistite é uma infecção da bexiga, manifestando-se com disúria, polaciúria, urgência e dor suprapúbica, geralmente sem febre ou dor lombar. A pielonefrite é uma infecção renal, apresentando febre, calafrios, dor lombar e, por vezes, sintomas de cistite.

Quando uma ITU é considerada recorrente?

Uma ITU é classificada como recorrente quando ocorrem dois ou mais episódios em seis meses, ou três ou mais episódios em doze meses. A recorrência não implica, por si só, que a ITU seja complicada.

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